Resumo dos samba-rock

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CANDONGUEIRO / COISA DA ANTIGA – PEDRO MIRANDA – ALFREDO DEL PENHO


CANDONGUEIRO / COISA DA ANTIGA – PEDRO MIRANDA – ALFREDO DEL PENHO

Eu vou-me embora pra Minas Gerais agora
Eu vou pela estrada afora
Tocando meu candongueiro, oi
Eu sou de Angola, bisneto de quilombola
Não tive e não tenho escola
Mas tenho meu candongueiro
Eu vou-me embora
Eu vou-me embora pra Minas Gerais agora
Eu vou pela estrada afora
Tocando meu candongueiro, oi
Eu sou de Angola, bisneto de quilombola
Não tive e não tenho escola
Mas tenho meu candongueiro
No cativeiro
Quando estava capiongo
Meu avô tocava jongo
Pra poder segurar, oi
A escravaria
Quando ouvia o candongueiro
Vinha logo pro terreiro
Para saracotear
Eu vou-me embora
Eu vou-me embora pra Minas Gerais agora
Eu vou pela estrada afora
Tocando meu candongueiro, oi
Eu sou de Angola, bisneto de quilombola
Não tive e não tenho escola
Mas tenho meu candongueiro
Meu candongueiro
Bate jongo dia e noite
Só não bate quando o açoite
Quer mandar ele bater, oi
Também não bate
Quando seu dinheiro manda
Isso aqui não é quitanda
Pra pagar e receber
Eu vou-me embora
Eu vou-me embora pra Minas Gerais agora
Eu vou pela estrada afora
Tocando meu candongueiro, oi
Eu sou de Angola, bisneto de quilombola
Não tive e não tenho escola
Mas tenho meu candongueiro
Meu candongueiro
Tem mania de demanda
Quem não é da minha banda
Pode logo debandar, oi
Pra vir comigo
Tem que ser bom companheiro
Ser sincero e verdadeiro
Pra poder me acompanhar
Eu vou-me embora
Eu vou-me embora pra Minas Gerais agora
Eu vou pela estrada afora
Tocando meu candongueiro
Eu sou de Angola, bisneto de quilombola
Não tive e não tenho escola
Mas tenho meu candongueiro
Na tina
Vovó lavou, vovó lavou
A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
Hoje mamãe me falou de vovó só de vovó
Disse que no tempo dela
Era bem melhor
Mesmo agachada na tina e soprando no ferro de carvão
Tinha-se mais amizade
E mais consideração
Disse que naquele tempo a palavra de um mero cidadão
Valia mais que hoje em dia
Uma nota de milhão
Disse afinal que o que é de verdade ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga, ô na tina
Na tina
Vovó lavou, vovó lavou
A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
Hoje o olhar de mamãe marejou só marejou
Quando se lembrou do velho
O meu bisavô
Disse que ele foi escravo, mas não se entregou à escravidão
Sempre vivia fugindo
E arrumando confusão
Disse pra mim que essa história do meu bisavô, negro fujão
Devia servir de exemplo
A esses nego pai João
Disse afinal que o que é de verdade ninguém mais hoje liga
Isso é coisa da antiga
Ô na tina
Na tina
Vovó lavou, vovó lavou
A roupa que mamãe vestiu quando foi batizada
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar
E mamãe quando era menina teve que passar
Teve que passar
Muita fumaça e calor no ferro de engomar

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CANDIDATO CAÔ CAÔ – BEZERRA DA SILVA


CANDIDATO CAÔ CAÔ – BEZERRA DA SILVA

Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha bebeu cachaça
Até bagulho fumou
Jantou no meu barracão e lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi é mais um candidato
Para a próxima eleição
É!
E lá usou lata de goiabada como prato
Eu logo percebi é mais um candidato
Para a próxima eleição
É ele fez questão
De beber água da chuva
Foi lá no terreiro pedir ajuda
E bateu cabeça no congá
Mas ele não se deu bem porque o guia que estava incorporado
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Também disse
Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda a polícia lhe bater
Podes crer
Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda os homens lhe prender
Ele subiu o morro sem gravata
Dizendo que gostava da raça
Foi lá na tendinha bebeu cachaça
Até bagulho fumou
Jantou no meu barracão e lá usou
Lata de goiabada como prato
Eu logo percebi é mais um candidato
Para a próxima eleição
É!
E lá usou lata de goiabada como prato
Eu logo percebi é mais um candidato
Para a próxima eleição
E ele fez questão
De beber água da chuva
Foi lá no terreiro pedir ajuda
E bateu cabeça no congá
Mas ele não se deu bem porque o guia que estava incorporado
Disse esse político é safado
Cuidado na hora de votar
Também disse
Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda a polícia lhe bater
Podes crer
Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda os homens lhe prender
Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Depois que ele for eleito dá aquela banana pra você
Podes crer
Meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer
Hoje ele pede seu voto amanhã manda os homens lhe prender
Olha aí ô meu irmão se liga no que eu vou lhe dizer...

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

ATÉ VOLTAR – CLARA NUNES


ATÉ VOLTAR – CLARA NUNES

Já vou
Preciso conversar com a lua amiga
Não posso me deitar sem que eu lhe diga
Dos sonhos das manhãs que chorei
Já vou
Assim que o violão abrace a rosa
Vestida de canção
Cheia de prosa
Eu sento na calçada
Canto o céu e a madrugada
Amiga e amada
Do cantor
O vento faz morada no meu rosto
Quanto agrado em mim faz gosto
A companhia
Se eu deixar a rua e for embora
A minha lua
Logo chora
Que tristeza
Prefiro esperar
Até chegar o sol
Depois vou
Adeus
Meu céu, luar, canção, viola amiga
Já vem chegando o sol da despedida
Levando o meu luar
Sozinha não vou mais ficar
Até amanhã, até voltar
Até amanhã, até voltar
Adeus
Meu céu, luar, canção, viola amiga
Já vem chegando o sol da despedida
Levando o meu luar
Sozinha não vou mais ficar
Até amanhã, até voltar
Até amanhã, até voltar

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ASA À COBRA – BEZERRA DA SILVA


ASA À COBRA – BEZERRA DA SILVA

Aí, malandragem.
Se Deus desse asa à cobra
Os crioulos ia fazer sucesso
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Carroceiro puxava carroça
E na frente do burro ele vinha
A cozinheira ia pra sala
E a madame pra cozinha
Servente seria chefe
Soldado seria tenente
Chefe ia trabalhar
Lá na vaga do servente
Se Deus desse asa à cobra
Meu Deus como ia morrer gente
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Ai eu queria ver o que iam fazer os ladrões de gravata
Quando vissem a coisa preta
Porque quem não sabe rezar
Não faz trato com o capeta
Eles estão me entendendo
Pra quem sabe ler um pingo é letra
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Carroceiro puxava carroça
E na frente do burro ele vinha
A cozinheira ia pra sala
E a madame pra cozinha
Servente seria chefe
Soldado seria tenente
Chefe ia trabalhar
Lá na vaga do servente
Se Deus desse asa à cobra
Meu Deus como ia morrer gente
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Ai eu queria ver o que iam fazer os ladrões de gravata
Quando vissem a coisa preta
Porque quem não sabe rezar
Não faz trato com o capeta
Eles estão me entendendo
Pra quem sabe ler um pingo é letra
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Olha aí se Deus desse asa à cobra
Eu só sei que o mundo não estava perdido
A carroça andava na frente
E o sujeito burro atrás escondido
Ai eu queria ver o que iam fazer os ladrões de gravata
Quando vissem a coisa preta
Porque quem não sabe rezar
Não faz trato com o capeta
Eles estão me entendendo
Pra quem sabe ler um pingo é letra
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido
Veja bem se Deus desse asa a cobra
O mundo não estava perdido
A carroça andava na frente
E o sujeito triste atrás escondido
Se Deus desse asa à cobra
O mundo não estava perdido
Carroça andava na frente
E o burro atrás escondido

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AS FORÇAS DA NATUREZA - CLARA NUNES


AS FORÇAS DA NATUREZA - CLARA NUNES

Quando o sol
Se derramar em toda sua essência
Desafiando o poder da ciência
Pra combater o mal
E o mar
Com suas águas bravias
Levar consigo o pó dos nossos dias
Vai ser um bom sinal
Os palácios vão desabar
Sob a força de um temporal
E os ventos vão sufocar o barulho infernal
Os homens vão se rebelar
Dessa farsa descomunal
Vai voltar tudo ao seu lugar
Afinal
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer
Lá, laiá!
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir
Ô, ô!
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal
As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval
Vai resplandecer
Uma chuva de prata do céu vai descer
Lá, laiá!
O esplendor da mata vai renascer
E o ar de novo vai ser natural
Vai florir
Cada grande cidade o mato vai cobrir
Ô, ô!
Das ruínas um novo povo vai surgir
E vai cantar afinal
As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval
As pragas e as ervas daninhas
As armas e os homens de mal
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval
Vão desaparecer nas cinzas de um carnaval

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ARUANDÊ, ARUANDÁ – CLARA NUNES


ARUANDÊ, ARUANDÁ – CLARA NUNES

Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Minha gente abre a roda
Eu acabo de chegar
Trago coisas da Bahia
Nas canções que vou cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Trago o amor como bagagem
E me faço entender
Falo pouco e acertado
E me faço compreender
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Trago a bênção do Bonfim
Berimbau e capoeira
Saravá Pai Joaquim
Proteção a vida inteira
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Trago a rosa e trago a rima
Trago o som e trago a cor
Trago a terra na viola
E no peito muito amor
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
E agora me despeço
Que eu já dei o meu recado
Deixo um abraço da Bahia
Com vocês muito obrigado
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar
Aruandê, Aruandá!
Eu vim da Bahia pra cantar

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A FUMAÇA JÁ SUBIU PRA CUCA – BEZERRA DA SILVA


A FUMAÇA JÁ SUBIU PRA CUCA – BEZERRA DA SILVA

Malandro é malandro, Mané é mané
Aí doutor esse malandro é de verdade
Não sobrou nem a beata
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca diz aí
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca
Deixando os tiras na maior sinuca
E a malandragem sem nada entender
Os federais queriam o bagulho e sentou a mamona na rapaziada
Só porque o safado de antena ligada
Ligou 190 para aparecer
Já era amizade
Quem apertou, queimou já está feito
Se não tiver a prova do flagrante nos autos do inquérito fica sem efeito diga lá
Quem apertou, queimou já está feito
Se não tiver a prova do flagrante nos autos do inquérito fica sem efeito
Olha aí, quem pergunta quer sempre a resposta
E quem tem boca responde o que quer
Não é só pau e folha que solta fumaça
Nariz de malandro não é chaminé
Tem nego que dança até de careta
Porque fica marcando bobeira
Quando a malandragem é perfeita ela queima o bagulho e sacode a poeira
Se quiser me levar eu vou
Nesse flagrante forjado eu vou
Mas na frente do homem da capa preta é que a gente vai saber quem foi que errou
Diga lá
Se quiser me levar eu vou
Nesse flagrante forjado eu vou
Mas na frente do homem que bate o martelo é que a gente vai saber quem foi que errou
Não tem flagrante
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca diz aí
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca
Deixando os tiras na maior sinuca
E a malandragem sem nada entender
Os federais queriam o bagulho e sentou a madeira na rapaziada
Só porque o canalha de antena ligada
Ligou 190 para aparecer
Já era amizade
Quem apertou, queimou já está feito
Se não tiver a prova do flagrante nos autos do inquérito fica sem efeito
Diz aí
Já era amizade
Quem apertou, queimou já está feito
Se não tiver a prova do flagrante nos autos do inquérito fica sem efeito
Olha aí, quem pergunta quer sempre a resposta
E quem tem boca responde o que quer
Não é só pau e folha que solta fumaça
Nariz de malandro não é chaminé
Tem nego que dança até de careta
Porque fica marcando bobeira
Quando a malandragem é perfeita ela queima o bagulho sacode a poeira
Se quiser me levar eu vou
Nesse flagrante forjado eu vou
Mas na frente do homem da capa preta é que a gente vai saber quem foi que errou
Diga lá
Se quiser me levar eu vou
Nesse flagrante forjado eu vou
Mas na frente do homem que bate o martelo é que a gente vai saber quem foi que errou
Não tem flagrante
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca diga lá
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca
É mas não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca diz aí
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca
Olha aí não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra ideia diga lá
Não tem flagrante porque a fumaça já subiu pra cuca
Sim mas não tem flagrante porque a fumaça já está na moleira

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A FAVORITA – CLARA NUNES


A FAVORITA – CLARA NUNES

Foi por isto que a escola não saiu
Você era a favorita
Por que razão desistiu?
A escola sem você
Não saiu, não desfilou
Nosso enredo era tão lindo
Sem você tudo acabou
Deixa disso
Vem sambar
A moçada está cansada de esperar
Por favor
Não vá embora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Este ano
Você pensa em não sair
Vá levar sua alegria
Para o morro voltar a sorrir
Já comprei suas sandálias
E a baiana de cetim
Quero ver você sambando
Não fique tão triste assim
Deixa disso
Vem sambar
A moçada está cansada de esperar
Por favor
Não vá embora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Quero você gastando
As sandálias na avenida
Quero ver você sambando
Na passarela colorida
Fazendo jogo de cena
Com a ala dos cartolas
E você voltando a ser a favorita da escola
Deixa disso
Vem sambar
A moçada está cansada de esperar
Por favor
Não vá embora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora
Madrugada está chegando e você tá perdendo a hora

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