PROVINCIANO - EDERALDO GENTIL
De: Ederaldo Gentil / Roque Ferreira
1982
Quanto mais a gente cresce
Bem menor a gente fica
Quanto mais a gente ama
Mais se aproxima o sofrer
Mas o que fazer
Se são das dores do mundo
Que fazemos o alicerce do viver
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
E assim, provinciano, era meu sorriso
Prefácio de um poeta que eu sonhava ser
Fui fazendo versos, fui rimando a vida
Me dando sem pensar em nada receber
Das minhas mãos aflitas fiz a paz mais pura
Do meu canto tristonho fiz o rouxinol
Mas acabou meu sonho, a vida veio dura
Eu vi que o sol maior não é um tom menor
Aí caí no mundo como o mundo gosta
Com o sorriso à mostra e o punhal na mão
Dilacerei meus versos
E não mais sonhei
Me fiz combatente
Orgulho do rei
E hoje mergulhado sobre esta certeza
Que pena que me dá de assim ter que ser
Guardar marcas na alma
Mas trazer na face
A fúria do processo
De sobreviver
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
E assim, provinciano, era meu sorriso
Prefácio de um poeta que eu sonhava ser
Fui fazendo versos, fui rimando a vida
Me dando sem pensar em nada receber
Das minhas mãos aflitas fiz a paz mais pura
Do meu canto tristonho fiz o rouxinol
Mas acabou meu sonho, a vida veio dura
Eu vi que o sol maior não é um tom menor
Aí caí no mundo como o mundo gosta
Com o sorriso à mostra e o punhal na mão
Dilacerei meus versos
E não mais sonhei
Me fiz combatente
Orgulho do rei
E hoje mergulhado sobre esta certeza
Que pena que me dá de assim ter que ser
Guardar marcas na alma
Mas trazer na face
A fúria do processo
De sobreviver
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
Sobrevivi
Dilacerei
Orgulho do rei
Punhal na mão
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