Resumo dos samba-rock

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ASSIM NÃO, ZAMBI - CLEMENTINA DE JESUS e MARTINHO DA VILA

ASSIM NÃO, ZAMBI - CLEMENTINA DE JESUS e MARTINHO DA VILA

De: Martinho da Vila

Clementina e Convidados - 1979


Quando eu morrer

Vou bater lá na porta do céu

E vou falar pra São Pedro

Que ninguém quer essa vida cruel

Quando eu morrer

Vou bater lá na porta do céu

E vou falar pra São Pedro

Que ninguém quer essa vida cruel

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Ô Zambi

Vê se manda parar com aquelas blitz lá no morro

Quando os homens chegam chutando a porta e revirando tudo

Todo mundo fica assustado

E a criançada com aqueles olhos arregalados

O coração saindo pela boca

Ai meu Deus!

A tal de lei de invasão de domicílio lá no morro não vale nada

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

A Zambi, lembrei de outra coisa

Vê se clareia a cabeça da minha gente lá no morro

Para eles pararem de tanta cachaçada, maconha e briga

Devagar tá legal

Mas quando os nego tão doido dão tiro à toa, à toa

E quando eles inventam de brincar de bandido?

É o debaixo atacando o de cima

Os da direita atacando o da esquerda

E o pior é que ninguém é da direita nem da esquerda

É todo mundo do mesmo morro

É a miséria brigando com o miserê

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero as crianças roubando

E as veinhas esmolando uma xepa na feira

Eu não quero esse medo espantado

Na cara dos nego sem eira e sem beira

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Abre a cadeia pros inocentes

Dá liberdade pros homens de opinião

Quando um nego tá morto de fome

O outro não tem o que comer

Quando um nego tá num pau de arara

Tem outro penando num outro sofrer

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Quando eu morrer

Vou bater lá na porta do céu

E vou falar pra São Pedro

Que ninguém quer essa vida cruel

Quando eu morrer

Vou bater lá na porta do céu

E vou falar pra São Pedro

Que ninguém quer essa vida cruel

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Eu não quero essa vida assim não, Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Deus é pai, Deus é filho, Espírito Santo é Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Deus é pai, Deus é filho, Espírito Santo é Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Deus é pai, Deus é filho, Espírito Santo é Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Clementina é filha de Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Deus é pai, Deus é filho, Espírito Santo é Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Ê ê ê ê ê ê ê ê ê Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi

Deus é pai, Deus é filho, Espírito Santo é Zambi

Ninguém quer essa vida assim, não Zambi


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TORRESMO À MILANESA - CLEMENTINA DE JESUS

TORRESMO À MILANESA - CLEMENTINA DE JESUS

De: Adoniran Barbosa / Carlinhos Vergueiro

Clementina e Convidados - 1979


O enxadão da obra

Bateu onze horas

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

O enxadão da obra

Bateu onze horas

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Que é que você trouxe

Na marmita, Dito

Trouxe ovo frito

Trouxe ovo frito

E você beleza

O que é que você trouxe

Arroz com feijão

E um torresmo à milanesa

Da minha Tereza

O enxadão da obra

Bateu onze horas

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

O enxadão da obra

Bateu onze horas

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Vamo simbora, João

Que é que você trouxe

Na marmita, Dito

Trouxe ovo frito

Trouxe ovo frito, ué

E você beleza

O que é que você trouxe

Arroz com feijão

E um torresmo à milanesa

Da minha Tereza

Vamos almoçar

Sentados na calçada

Conversar sobre isso e aquilo

Coisas que nóis não entende nada

Depois puxar uma paia

Andar um pouco

Pra fazer o quilo

É dureza João

É dureza João

É dureza João

É dureza João

É dureza

É dureza João

É dureza João

É dureza João

É dureza João

O mestre falou

Que hoje não tem vale, não

Ele se esqueceu

Que lá em casa não sou só eu

Se segura Maria

O mestre falou

Que hoje não tem vale, não

Ele se esqueceu

Que lá em casa não sou só eu

Se segura Maria

O mestre falou

Que hoje não tem vale, não

Ele se esqueceu

Que lá em casa não sou só eu

Se segura Maria

O mestre falou


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LAÇADOR - CLEMENTINA DE JESUS

LAÇADOR - CLEMENTINA DE JESUS

De: Sebastião Vitorino Teixeira dos Santos (Catoni) / Clementina de Jesus

Clementina e Convidados - 1979


Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Veja que carreiro bom

É carreiro da fazenda

O carro tá na lama

O carreiro tá na venda

Se quiser pinga da boa

Mande calango buscar

É nego tem perna fina

Ele vai e volta já

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Você pra cantar magina

Eu canto sem maginar

Trago letra na cabeça

Como letra no jorná

Chiquinha compra e vende

Totonha compra e me dá

Comprei uma boneca

Pra menina batizá

Olha o boi

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Veja que carreiro bom

É o carreiro da fazenda

Recado tá na lama

E o carreiro tá na venda

Se quiser pinga da boa

Mande calango buscar

É nego tem perna fina

Ele vai e volta já

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá

Olha o boi lá, Sá Dona

Olha o boi lá


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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

BOCA DO SAPO – CLEMENTINA DE JESUS E JOÃO BOSCO

BOCA DO SAPO – CLEMENTINA DE JESUS E JOÃO BOSCO

(João Bosco / Aldir Blanc)

Clementina e Convidados - 1979


Costurou

Na boca do sapo uns restos de angu

A sobra do prato que o pato deixou

Depois deu de rir feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Depois deu de rir feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

E amarrou

As pernas do sapo com a guia de vidro

Que ele pensava que tinha perdido

Depois deu de rir feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Depois deu de rir feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Tu tá branco, Honorato, que nem cal,

Murcho feito sapo, Honorato, no quintal

Do teu riso, Honorato, nem sinal

Se o sapo dança, Honorato, tu babau

Definhou

E acordou com um sonho contando a mandinga

E falou pra doidas meu santo me vinga

Mas ela se riu feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Mas ela se riu feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

E implorou

Patroa perdoa, eu quero viver

Afasta meus olhos de Obaluaiê

Mas ela se riu feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Mas ela se riu feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Tas virando, Honorato, varapau,

Seco feito o sapo, Honorato, no quintal

Figa reza Honorato, o escambau,

Nada salva o sapo, Honorato,

Desse mal

Mas costurou

Costurou

Na boca do sapo uns restos de angu

A sobra do prato que o pato deixou

Depois deu de rir feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Depois deu de rir feito Exu Caveira

Marido infiel vai levar rasteira

Depois deu de rir feito Exu Caveira


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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

OLHOS DE AZEVICHE – CLEMENTINA DE JESUS

OLHOS DE AZEVICHE – CLEMENTINA DE JESUS

(Jaguarão)

Clementina e Convidados – 1979


Aonde estão

Os olhos de azeviche

Que me olham tanto

Que destruíram minha alma

E me roubaram a calma

O meu coração

Palpita a todo instante

Vive a perguntar

Se aqueles olhos lindos

Não vão me enganar

Aonde estão

Aonde estão

Os olhos de azeviche

Que me olham tanto

Que destruíram minha alma

E me roubaram a calma

O meu coração

Palpita a todo instante

Vive a perguntar

Se aqueles olhos lindos

Não vão me enganar

Eu que vivia feliz sossegado

Jamais havia pensado em novo amor

Surgiram então aqueles olhos negros

Todo meu sentimento transformou

Consulto o meu coração sentimental

Se uma aventura a mais não lhe faz mal

Aonde estão

Aonde estão

Os olhos de azeviche

Que me olham tanto

Que destruíram minha alma

E me roubaram a calma

O meu coração

Palpita a todo instante

Vive a perguntar

Se aqueles olhos lindos

Não vão me enganar

Se aqueles olhos lindos

Não vão me enganar


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

COCOROCÓ – CLEMENTINA DE JESUS E ROBERTO RIBEIRO

COCOROCÓ – CLEMENTINA DE JESUS E ROBERTO RIBEIRO

(Paulo da Portela)

Clementina e Convidados - 1979


Cocorocó

O galo já cantou

Levanta nego tá na hora de tu ir pro batedô

Oh! Nega me deixa dormir mais um bocado, não pode ser.

Porque o senhorio está zangado com você

Ainda não pagaste a casa esse mês

Levanta nego que só faltam dez pra seis

Cocorocó

O galo já cantou

Levanta nego tá na hora de tu ir pro batedô

Oh! Nega me deixa dormir mais um bocado, não pode ser.

Porque o senhorio está zangado com você

Ainda não pagaste a casa esse mês

Levanta nego que só faltam dez pra seis

Nega, me deixa dormir

Eu hoje me sinto cansado

O relógio da parede talvez esteja enganado

Nega me deixa dormir

Eu hoje me sinto doente

Deixa de fita malandro você não quer ir pro batente

Cocorocó

O galo já cantou

Levanta nego tá na hora de tu ir pro batedô

Oh! Nega me deixa dormir mais um bocado, não pode ser.

Porque o senhorio está zangado com você

Ainda não pagaste a casa esse mês

Levanta nego que só faltam dez pra seis

Nega me deixa dormir

Eu hoje me sinto cansado

O relógio da parede talvez esteja enganado

Nega me deixa dormir

Eu hoje me muito doente

Deixa de fita malandro você não quer ir pro batente

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó

Cocorocó


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PAPEL RECLAME – CLEMENTINA DE JESUS

PAPEL RECLAME – CLEMENTINA DE JESUS

De: Nelson Sargento

Clementina e Convidados - 1979


Assim também já é demais

Eu não consigo viver em paz

Ainda existe um porém, por que, meu bem não me meto na vida de ninguém

Assim também já é demais

Assim também já é demais

Eu não consigo viver em paz

Ainda existe um porém, por que, meu bem não me meto na vida de ninguém

Fazem de mim

Papel reclame

Sem pensar no vexame

Que me possa ferir

Oh! Deus

Castigai os infames

Que falam da vida dos outros por aí

Oh! Deus

Castigai os infames

Que falam da vida dos outros por aí

Assim também já é demais

Assim também já é demais

Eu não consigo viver em paz

Ainda existe um porém, por que, meu bem não me meto na vida de ninguém

Fazem de mim

Papel reclame

Sem pensar no vexame

Que me possa ferir

Oh! Deus

Castigai os infames

E que falam da vida dos outros por aí

Oh! Deus

Castigai os infames

Que falam da vida dos outros por aí

Oh, meu Deus!

Oh! Deus

Castigai os infames

Que falam da vida dos outros por aí

Meu Deus!

Oh! Deus

Castigai os infames

Que falam da vida dos outros por aí


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EMBALA EU - CLEMENTINA DE JESUS E CLARA NUNES

EMBALA EU - CLEMENTINA DE JESUS E CLARA NUNES

De: Albaléria

Clementina e Convidados - 1979


Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Oi, dai-me a sua bênção

Menininha do gantois

Livrai-me dos inimigos

Menininha do gantois

Dai-me a sua proteção

Menininha do gantois

Guiai os meus passos

E por onde eu caminhar

Vire os olhos grandes de cima de mim pras ondas do mar

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Oi, dai-me a sua bênção

Menininha do gantois

Livrai-me dos inimigos

Menininha do gantois

Dai-me a sua proteção

Menininha do gantois

Guiai os meus passos

Por onde eu caminhar

Vire os olhos grandes de cima de mim pras ondas do mar

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Oi, dai-me a sua bênção

Menininha do gantois

Livrai-me dos inimigos

Menininha do gantois

Dai-me a sua proteção

Menininha do gantois

E guiai os meus passos

E por onde eu caminhar

Vire os olhos grandes de cima de mim pras ondas do mar

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois

Embala pra lá

Embala pra cá

Menininha do gantois

Embala eu

Embala eu

Menininha do gantois


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CAXINGUELÊ DAS CRIANÇAS - CLEMENTINA DE JESUS

CAXINGUELÊ DAS CRIANÇAS - CLEMENTINA DE JESUS

De: José Ventura

Clementina e Convidados - 1979


Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Chamei minhas crianças para vir me defender

Chamei minhas crianças para vir me defender

Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Chamei minhas crianças para vir me defender

Chamei minhas crianças para vir me defender

Saroê, lê lê

Saroê, lá lá

Na fé das minhas crianças savará pai Oxalá

Saroê, lê lê

Saroê, lá lá

Na fé das minhas crianças savará pai Oxalá

Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Chamei minhas crianças para vir me defender

Chamei minhas crianças para vir me defender

Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Lá na mata tem cachorro do mato, caxinguelê, oi

Chamei minhas crianças para vir me defender

Chamei minhas crianças para vir me defender

Saroê, lê lê

Saroê, lá lá

Na fé das minhas crianças savará pai Oxalá

Saroê, lê lê

Saroê, lá lá

Na fé das minhas crianças savará pai Oxalá

Saroê, lê lê

Saroê, lá lá

Na fé das minhas crianças savará pai Oxalá

Saroê, lê lê

Saroê, lá lá

Na fé das minhas crianças savará pai Oxalá

Saroê, lê lê

Saroê, lá lá

Na fé das minhas crianças savará pai Oxalá


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domingo, 8 de fevereiro de 2026

TOCA NICANOR – TRIO ABAETÉ

TOCA NICANOR – TRIO ABAETÉ

De: Jorge Belizário Batista (Belizário) / Didier Mendes Ferra (Di Ferraz)

LP Abaeté – 1977


Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Quem paga o pato sou eu

Que faço música brasileira

E você no pé da orelha

Fala em língua estrangeira

Não vou deixar

Não vou deixar

A baba americana me pegar

Não vou deixar

Não vou deixar

A baba americana me pegar

Não vou deixar

Não vou deixar

A baba americana me pegar

Eu não, eu não

Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Desliga a sua antena que eu saio de cena

Vim agora só na morte ou se estourar no norte

Foi bem melhor que eu fui lá no Pará

O amor eu fui buscar e trouxe o carimbó

Foi bem melhor que eu fui lá no Pará

O amor eu fui buscar e trouxe o carimbó

Toca o carimbó, toca o carimbó, toca

Toca o carimbó, toca o carimbó, toca

Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Quem paga o pato sou eu

Que faço música brasileira

E você no pé da orelha

Fala em língua estrangeira

Não vou deixar

Não vou deixar

A baba americana me pegar

Não vou deixar

Não vou deixar

A baba americana me pegar

Não vou deixar

Não vou deixar

A baba americana me pegar

Eu não, eu não

Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Toca Nicanor

Toca Nicanor, toca

Deixa o roque pra Leonor

Toca Nicanor, toca Nicanor, se toca

Toca samba, por favor

Desliga a sua antena que eu saio de cena

Vim agora só na morte ou se estourar no norte

Foi bem melhor que eu fui lá no Pará

O amor eu fui buscar e trouxe o carimbó

Foi bem melhor que eu fui lá no Pará

O amor eu fui buscar e trouxe o carimbó

Toca o carimbó, toca o carimbó, toca

Toca o carimbó, toca o carimbó, toca

Toca o carimbó, toca o carimbó, toca

Toca Nicanor, toca Nicanor, toca


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ASCENÇÃO DE UM LAVRADOR – TRIO ABAETÉ

ASCENÇÃO DE UM LAVRADOR – TRIO ABAETÉ

(Herbo Lima / Di Ferraz)

LP Abaeté – 1977


Meu irmão

Companheiro

Seresteiros

Vêm cantar

Vêm cantar

Vêm cantar

Nas terras secas

Do sertão

Sem quase nada

Minha vida já cansada

Mas eu tinha que insistir

Eu acordava

Quando o sol

Ainda dormia

Trabalhava todo dia

Sem parar

Eu me benzia

Quando havia tempestade

E pedia caridade

Para os pobres do sertão

E quase sempre

Que havia ladainha

Eu rezava à santa minha

Para nossa proteção

Canta

Companheira

Nossa sorte

Chegou

Nasceram

As primeiras

Das roseiras

Do amor

E hoje eu tenho

Toda verde essa colina

E você mulher menina

Para sempre me agradar

Eu vou vivendo

Com o que faço cada dia

Vou cantar minha alegria

Vou viver neste lugar

Canta

Companheira

Nossa sorte

Chegou

Nasceram

As primeiras

Das roseiras

Do amor

Canta

Companheira

Nossa sorte

Chegou

Nasceram

As primeiras

Das roseiras

Do amor

Canta

Companheira

Nossa sorte

Chegou

Nasceram

As primeiras

Das roseiras

Do amor


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A BARCA É UMA SÓ – TRIO ABAETÉ

A BARCA É UMA SÓ – TRIO ABAETÉ

(Barbosa da Silva / Salvador Fernandes)

LP Abaeté – 1977


Faça de conta que a vida é um sambar na roda

E se o céu estiver preto, azul ou cor de rosa

Está tudo certo está tudo prosa

Aceite como um privilegio o fato de estar vivo

E o que se aprende no colégio é um tanto primitivo

Se comparado à experiência viva

Há quem consiga ver

Lindas flores

Nas estradas só

De pedra

Se preferir

O sonho a razão

Não forja o seu

Destino

A barca é uma só

Estamos todos sós

E se a brisa é contra o que importa a brisa

O importante é nós estarmos todos juntos

Na dor e no amor

Ô, ô, ô, ô

Na dor e no amor

Ô, ô, ô, ô

Na dor e no amor

Faça de conta que a vida é um sambar na roda

E se o céu estiver preto, azul ou cor de rosa

Está tudo certo está tudo prosa

Aceite como um privilégio o fato de estar vivo

E o que se aprende no colégio é um tanto primitivo

Se comparado à experiência viva

Há quem consiga ver

Lindas flores

Nas estradas só

De pedra

Se preferir

O sonho a razão

Não forja o seu

Destino

A barca é uma só

Estamos todos sós

E se a brisa é contra o que importa a brisa

O importante é nós estarmos todos juntos

Na dor e no amor

Ô, ô, ô, ô

Na dor e no amor

Ô, ô, ô, ô

Na dor e no amor

A barca é uma só

Estamos todos sós

Na dor e no amor

A barca é uma só

Estamos todos sós

Na dor e no amor


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BATOM CEREJA - TRIO ABAETÉ

BATOM CEREJA - TRIO ABAETÉ

(Carlos Bandeira / Paulo Afonso)

LP Abaeté – 1977


Afogo numa lata de cerveja

O gosto do seu batom cereja

Nervoso, eu acendo um cigarro

Disfarço a tristeza e me calo

Afogo numa lata de cerveja

O gosto do seu batom cereja

Nervoso, eu acendo um cigarro

Disfarço a tristeza e me calo

Mil pensamentos vêm dizer

Que ninguém pode saber

O que houve entre nós dois

Nossos desejos são segredos

Desespero e tenho medo

Só você eu sei amar

Afogo numa lata de cerveja

O gosto do seu batom cereja

Nervoso, eu acendo um cigarro

Disfarço a tristeza e me calo

Afogo numa lata de cerveja

O gosto do seu batom cereja

Nervoso, eu acendo um cigarro

Disfarço a tristeza e me calo

E como toda velha história

Muito fácil ter vitória

O difícil é saber perder

Tudo na vida tem seu preço

Recebi o que eu mereço

E o meu saldo é solidão

Afogo numa lata de cerveja

O gosto do seu batom cereja

Nervoso, eu acendo um cigarro

Disfarço a tristeza e me calo

Afogo numa lata de cerveja

O gosto do seu batom cereja

Nervoso, eu acendo um cigarro

Disfarço a tristeza e me calo

E me calo


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CANTO SUL – TRIO ABAETÉ

CANTO SUL – TRIO ABAETÉ

(Belizário / Di Ferraz)

LP Abaeté - 1977


Lá do lado sul

Lá do lado sul

Tem a festa da uva, pisa na uva que a dança é de matar

É de matar

A dança é de matar

Abre o seu coração que uma porta alegre se abriu pra você passar

Pra você passar

Pra você passar

Cavaleiro

Sangue puro do rodeio

Eu preciso ver, tchê

Sua vida, sua sorte, sua glória e seu bem-querer

E eu

Quero andar pelo mundo

Conhecer Passo Fundo no fundo

No fundo do meu coração

Lá do lado sul

Lá do lado sul

Quem se zanga na dança perde a elegância e a briga é de matar

É de matar

A briga é de matar

Mas quem planta esperança abre um verde nos pampas

Pra você passar

Pra você passar

Pra você passar

Violeiro

Sou vidrado no ponteio, eu preciso ver, tchê

Sua vida, sua sorte, sua forma e seu bem-querer

E eu

Quero andar pelo mundo

Conhecer Passo Fundo no fundo

No fundo do meu coração

Lá do lado sul

Lá do lado sul

Tem a festa da uva, pisa na uva que a dança é de matar

É de matar

A dança é de matar

Abre o seu coração que uma porta alegre se abriu pra você passar

Pra você passar

Pra você passar

Lá do lado sul

Lá do lado sul

Quem se zanga na dança perde a elegância e a briga é de matar

É de matar

A briga é de matar

Mas quem planta esperança abre um verde nos pampas

Pra você passar

Pra você passar

Pra você passar

Lá do lado sul

Lá do lado sul

Pisa na uva que a dança é de matar

Lá do lado sul

Lá do lado sul

Pisa na uva que a dança é de matar

Lá do lado sul

Lá do lado sul


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O REI DO CALANGO (CALANGOTANGO) – TRIO ABAETÉ

O REI DO CALANGO (CALANGOTANGO) – TRIO ABAETÉ

(Belizário / Di Ferraz)

LP Abaeté - 1977


Adiós muchachos

Que agora esse palco é do rei do calango que pirou

Calangotango

Calangotango e por um tango pra Tereza

Vira copo, vira a mesa

Que proeza

Quando pia, pia zola

Bota fogo na vitrola

Dança quem brigar lá fora

E a dança desenrola

Dança quem brigar lá fora

E a dança desenrola

Lá no forró do Mário Zan

Jaz o jazz do Tio San

Mas o coração da marquesa

Era uma casa portuguesa com certeza

Hoje é uma casa brasileira com certeza

La Típica, La Típica tocava aquele tango, samba

E o povo se arrastava no baião

Não me abandone amor

Que eu só quero alegrar meu coração

La Típica, La Típica tocava aquele tango, samba

E o povo se arrastava no baião

Não me abandone amor

Que eu só quero alegrar meu coração

Adiós muchachos

Que agora esse palco é do rei do calango que pirou

Calangotango

Calangotango e por um tango pra Tereza

Vira copo, vira a mesa

Que proeza

Quando pia, pia zola

Bota fogo na vitrola

Dança quem brigar lá fora

E a dança desenrola

Dança quem brigar lá fora

E a dança desenrola

Lá no forró do Mário Zan

Jaz o jazz do Tio San

Mas o coração da marquesa

Era uma casa portuguesa com certeza

Hoje é uma casa brasileira com certeza

La Típica, La Típica tocava aquele tango, samba

E o povo se arrastava no baião

Não me abandone amor

Que eu só quero alegrar meu coração

La Típica, La Típica tocava aquele tango, samba

E o povo se arrastava no baião

Não me abandone amor

Que eu só quero alegrar meu coração

Ih, não me abandone amor

Mexa-se comigo

Que eu só quero alegrar meu coração

Não me abandone amor

Mexa-se comigo

Que eu só quero alegrar meu coração


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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

CALUNDU - CRIOLO DOIDO

CALUNDU - CRIOLO DOIDO

De: Zé Bahia / Criolo Doido

LP Cenas de Ciúme - 1993


Bastiana, bota a criança do lado que o calandu vai começar

E hoje eu tô de calandu, hein?

Ha-ha!

Hoje ninguém me segura!

Baiano que tem calundu

É do curuzu, é do curuzu

Se a lua afeta ele sai danado

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

Ih!

Baiano que tem calundu

É do curuzu, é do curuzu

Se a lua afeta ele sai danado

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

Se é do corta braço é firme e bom de papo

Sabe cumprir trato e ama pra chuchu

Sua mãe é chula e tem a alma pura

E mora na rua do amor

Recebe caboclo bom de cura, entra em mata escura

E seu guia é Xangô

Ih!

Recebe caboclo bom de cura, entra em mata escura

E seu guia é Xangô

E diga lá!

Baiano que tem calundu

É do curuzu, é do curuzu

Se a lua afeta ele sai danado

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

Baiano que tem calundu

É do curuzu, é do curuzu

Se a lua afeta ele sai danado

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

Ih!

No desafio joga capoeira

Planta bananeira e samba no pé

Enfrenta o sol de feira todo dia

E a barraca é em beira de maré

Não tem gibeira vazia

E seu peito anda cheio de fé

Ih!

Não tem gibeira vazia

E o seu peito anda cheio de fé

Baiano de curuzu é baiano porreta!

Baiano danado!

No desafio joga capoeira

Planta bananeira e samba no pé

Enfrenta o sol de feira todo dia

E a barraca é em beira de maré

Não tem gibeira vazia

E seu peito anda cheio de fé

Ih!

Não tem gibeira vazia

E seu peito anda cheio de fé

E diga lá!

Baiano que tem calundu

É do curuzu, é do curuzu

Se a lua afeta ele sai danado

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

Ih!

Baiano que tem calundu

É do curuzu, é do curuzu

Se a lua afeta ele sai danado

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru

E come gente cru e come gente cru


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