ALUGUEL (EU VOU MORAR NO MATO) – NICÉAS DRUMONT
(Nicéas Drumont)
Peregrinação - 1979
Já vendi meu terno
Também meu sapato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu já disse a você
Já vendi meu terno
Eu vendi
Também meu sapato
Eu vendi
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Já dizia o meu avô
Nos seus raros argumentos
Que o índio é que tá certo
Não dá bola pro cimento
Não precisa de colchão
Dorme no couro do gato
Se livrou do condomínio
E da lei do inquilinato
Eu vendi, eu vendi
Já vendi meu terno
Vou morar no mato
Também meu sapato
Lê, lê, lê
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Já vendi meu terno
Lê, lê
Também meu sapato
Eu vendi
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Quero me cobrir de penas
Me perder no Matagal
Me lance pra distante
Dos assaltos no jornal
Abusei da paciência
Pra manter o meu papel
Mas perdi o entusiasmo
Com o preço do aluguel
Amargoso e cruel
Já vendi meu terno
Eu vendi
Também meu sapato
Eu vendi
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Já vendi meu terno
Eu fico aqui o que?
Também meu sapato
Vou-me embora
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Quero me cobrir de penas
Me perder no Matagal
Me lance pra distante
Dos assaltos no jornal
Abusei da paciência
Pra manter o meu papel
Mas perdi o entusiasmo
Com o preço do aluguel
Amargoso e cruel
Já vendi meu terno
Eu vendi
Também meu sapato
Eu vendi
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Já vendi meu terno
Lê, lê
Também meu sapato
Lê, lê, lê
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vendi, eu vendi
Já vendi meu terno
Lê, lê
Também meu sapato
Lê, lê, lê
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vendi, eu vendi
Já vendi meu terno
Eu vendi
Também meu sapato
Eu vendi
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Eu vou morar no mato
Já vendi meu terno
Eu fico aqui o quê?
Também meu sapato
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