Resumo dos samba-rock

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

CORAÇÃO VULGAR – PAULINHO DA VIOLA

CORAÇÃO VULGAR – PAULINHO DA VIOLA
A Voz do Morro - Roda de samba - 1965

Morre
Mais um amor num coração vulgar
Deixa
Desilusão a quem não sabe amar
E quem não sabe amar há de sofrer
Porque não poderá
Compreender
Que o amor que morre é uma ilusão
E uma ilusão deve morrer
Que o amor que morre é uma ilusão
E uma ilusão deve morrer
Um verdadeiro amor nunca fenece
E pouca gente ainda o conhece
Meu bem,
Se o teu amor morreu
É porque ninguém o entendeu
Deixa o teu coração viver em paz
O teu pecado
É querer amar demais
Morre
Mais um amor num coração vulgar
Deixa
Desilusão a quem não sabe amar
E quem não sabe amar há de sofrer
Porque não poderá
Compreender
Que o amor que morre é uma ilusão
E uma ilusão deve morrer
Que o amor que morre é uma ilusão
E uma ilusão deve morrer
Que o amor que morre é uma ilusão
E uma ilusão deve morrer

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CORAÇÃO DE OURO – A VOZ DO MORRO


CORAÇÃO DE OURO – ELTON MEDEIROS

(Elton Medeiros / Joacyr Santana)

A Voz do Morro - Roda de samba - 1965


Poemas, mil canções e melodias,
Eu compus com alegria
Em seu louvor
Em sonhos tão singelos e tristonhos
Senti seus lábios risonhos
Num doce beijo embriagado
Mas se eu não conquistar o seu amor
Meu coração grande dor vai carpir
Você tem um coração de ouro
Seu amor é um tesouro
Que desejo possuir
Você tem um coração de ouro
Seu amor é um tesouro
Que desejo possuir
Se eu não conquistar o seu amor
Eu sei que sentirei
Uma grande dor
Não suportarei pesada cruz até o fim
Se você não me disser que sim
Poema
Poemas, mil canções e melodias,
Eu compus com alegria
Em seu louvor
Em sonhos tão singelos e tristonhos
Senti seus lábios risonhos
Num doce beijo embriagado
Mas se eu não conquistar o seu amor
Meu coração grande dor vai carpir
Você tem um coração de ouro
Seu amor é um tesouro
Que desejo possuir
Você tem um coração de ouro
Seu amor é um tesouro
Que desejo possuir
Você tem um coração de ouro
Seu amor é um tesouro
Que desejo possuir

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domingo, 4 de novembro de 2012

CONSTRUÇÃO – ERLON CHAVES


CONSTRUÇÃO – ERLON CHAVES

Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado

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BAHIA DE TODOS OS DEUSES – FUZI 9


BAHIA DE TODOS OS DEUSES – FUZI 9

Bahia
Os meus olhos tão brilhando
Meu coração palpitando
De tanta felicidade
És a rainha da beleza universal
Minha querida Bahia
Muito antes do Império
Foi a primeira capital
Preto Velho Benedito já dizia
Felicidade também mora na Bahia
Sua história, sua glória,
Seu nome é tradição
Bahia do velho mercado,
Subida da Conceição
És tão rica em minerais
Tens cacau, tens carnaúba,
Famoso jacarandá
Terra abençoada pelos deuses
E o petróleo a jorrar
Nega baiana
Tabuleiro de quindim
Todo dia ela está
Na igreja do Bonfim
Ô, ô!
Na ladeira tem, tem capoeira,
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um
Na ladeira tem, tem capoeira,
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um
Na ladeira tem, tem capoeira,
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um
Zum, zum, zum,
Zum, zum, zum,
Capoeira mata um

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ATÉ SETEMBRO - VLADIMIR


ATÉ SETEMBRO - VLADIMIR

As minhas férias vão terminar
E o meu broto vai me deixar
Bye, bye, meu bem, bye, bye!
Bye, bye, meu bem, bye, bye!
Meu bem
Até setembro
Talvez
Possa te esperar
Pois não quero
Meu bem é demais
Dizer adeus novamente
Meu bem é demais
Quando de novo
Meu bem é demais
Setembro chegar
Até breve
Mas eu lembro
E o tempo
Vai ser grande até demais
Se voltares
Em setembro
Vai ser bom
Bom para nós dois
As minhas férias vão terminar
E o meu broto vai me deixar
Meu bem é demais
Meu bem é demais
Bye, bye, meu bem, bye, bye!
Bye, bye, meu bem, bye, bye!
Até breve
Mas eu lembro
E o tempo
Vai ser longo até demais
Se voltares
Em setembro
Vai ser bom
Bom para nós dois
As minhas férias vão terminar
E o meu broto vai me deixar
Meu bem
Bye, bye, meu bem, bye, bye!
Até setembro
Bye, bye, meu bem, bye, bye!
Meu bem
Bye, bye, meu bem, bye, bye!
Até setembro
Bye, bye, meu bem, bye, bye!

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NA TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ – SÉRGIO MENDES

NA TONGA DA MIRONGA DO KABULETÊ – SÉRGIO MENDES

Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lalá, lalá, lalá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lalá, lalá, lalá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô
Você que ouve não fala
Você que olha e não vê
Eu vou lhe dar uma pala
Você vai ter que aprender
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
A tonga da mironga do kabuletê
Eu caio de bossa
Eu sou quem eu sou
Eu saio da fossa
Xingando em nagô
Você que fuma e não traga
E que não paga pra ver
Vou lhe rogar uma praga
Eu vou é mandar você
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Pra tonga da mironga do kabuletê
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!
Lá, lá, lá, lá, lá, lá!

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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

ESPERANÇAS PERDIDAS – OS ORIGINAIS DO SAMBA


ESPERANÇAS PERDIDAS – OS ORIGINAIS DO SAMBA

Lá, laiá!
Lá, laiá!
Lá, laiá!
Lá, lá, laiá!
Lalaiá!
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Minha beleza encontro no samba que faço
Minha tristeza se torna um alegre cantar
É que carrego o samba bem dentro do peito
Sem a cadência do samba não posso ficar
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Quantas noites de tristeza ele me consola
Tenho como testemunha a minha viola
Ai se me faltar o samba não sei que será
Sem a cadência do samba não posso ficar
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Quantas belezas deixadas nos cantos da vida
Laiá, laiá, laiá, laiá!
Que ninguém quer e nem mesmo procura encontrar
Lalaiá!
E quando os sonhos se tornam esperanças perdidas
Laiá, laiá!
Que alguém deixou morrer sem nem mesmo tentar
Lalaiá!
Minha beleza encontro no samba que faço
Laiá, laiá, laiá, laiá!
Minha tristeza se torna um alegre cantar
Lalaiá!
É que carrego o samba bem dentro do peito
Laiá, laiá!
Sem a cadência do samba não posso ficar
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba
Não posso ficar eu juro que não
Não posso ficar eu tenho razão
Já fui batizado na roda de bamba
O samba é a corda, eu sou a caçamba

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A BELA E A FERA – NONATO E SEU CONJUNTO


A BELA E A FERA – NONATO E SEU CONJUNTO

Bela!
Prenda tua fera
Escuta
Não vai acordar
Encanto que nunca existiu
É papo pra bobo chorar
Importa se ele caiu
Na bondade
Se encantar
Bela cereza  rainha do meu lar, ô, ô!
Deste castelo de feras vou te tirar
Deste castelo de feras vou te tirar
Ou, bela!
És minha donzela
O encanto
Logo vai passar
No reino batuque real
Na porta do meu coração
Esquece da fada do mal
E samba de pé no chão
Bela cereza rainha do meu lar, ô, ô!
Deste castelo de feras vou te tirar
Deste castelo de feras vou te tirar
Eu sou navegador
E navega no mar
E trafega na terra
E navega no mar
Eu sou plantador
Que ainda sabe colher
Se o jardim não florescer
Eu planto uma rosa pra você
Se o jardim não florescer
Eu planto uma rosa
Bela!
Ih!
Daiá, daiá, daiá, daiá, daiá, daiá!
Ih!
Daiá, daiá, daiá, daiá, daiá, daiá!
Eu sou navegador
E navega no mar
E trafega na terra
E navega no mar
Eu sou plantador
Que ainda sabe colher
Se o jardim não florescer
Eu planto uma rosa pra você
Mas eu sou navegador
E navega no mar
E trafega na terra
E navega no mar
Eu sou plantador
Que ainda sabe colher
Se o jardim não florescer
Eu planto uma rosa pra você
Se o jardim não florescer
Eu planto uma rosa
Bela!
Ih!
Daiá, daiá, daiá, daiá, daiá, daiá
Ih!
Daiá, daiá, daiá, daiá, daiá, daiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, lá!
Laiá, laiá, laiá, laiá, lá!
Laiá, laiá, laiá,
Ô Bela!
Laiá, laiá, laiá,
Ô Bela!
Laiá, laiá, laiá, laiá, lá!

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terça-feira, 30 de outubro de 2012

ROBERTO CORTA ESSA / UMBABARAÚMA – JORGE BEN JOR

ROBERTO CORTA ESSA / UMBABARAÚMA – JORGE BEN JOR
De: Jorge Ben Jor
1986

Roberto corta essa
Roberto corta essa
Pois lugar de dragão
É na caverna
Você trocou uma princesa
Uma princesinha pelo dragão
Me desculpe meu amigo
Você merece um beliscão
Deixou a princesa esperando
Toda bonita e cheia de vida
Vai ver que isso é coisa feita
Ou você está precisando de um oculista,
Roberto
Roberto corta essa
Roberto corta essa
Pois lugar de dragão
É na caverna
Pois você é meu amigo
E como está assim não pode ficar
Vou levar você numa rezadeira
Que é pra sua cabeça endireitar
Se você passar novamente por aqui
Com esse dragão
Eu vou telefonar para São Jorge
Para ele espantar essa assombração,
Roberto
Roberto corta essa
Roberto corta essa
Pois lugar de dragão
É na caverna
Papo vai, papo vem
Nem vem que não tem
Isso não é uma bonequinha, Roberto
Isso é um espanta neném
Se você está a fim de fazer hora
Leva esse dragão pra dentro
Que eu levo a princesa pra comer fora,
Roberto
Roberto corta essa
Roberto corta essa
Pois lugar de dragão
É na caverna
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Joga bola, joga bola, jogador!
Joga bola, joga bola, corô condô!
Pula, cai, levanta, mete gol, chuta cabeceia, chuva e agradece.
Olha que a cidade toda ficou
Vazia nessa tarde de domingo só para lhe ver jogar
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Joga bola, jogador
Joga bola, corô condô.
Joga bola, jogador
Joga bola, corô condô.
Rererere, jogador
Rererere, corô condô
Rererere, jogador
Rererere, corô condô
Tererê, tererê, tererê, tererê, tererê, homem gol
Tererê, tererê, tererê, tererê, tererê, homem gol
Umbabaraúma quero ver você jogar
Umbabaraúma quero ver você marcar
Umbabaraúma quero ver você jogar
Umbabaraúma quero ver você marcar
A galera quer sorrir, a galera que cantar
A galera tá feliz, ela quer comemorar
Umbabaraúma
Umbabaraúma
Umbabaraúma quero ver você jogar
Umbabaraúma quero ver você marcar
Umbabaraúma quero ver você jogar
Umbabaraúma quero ver você marcar
Arerê, arerê, arerê bapá
Arerê, arerê, arerê bapá
Arerê, arerê, arerê bapá
Arerê, arerê, arerê bapá
Ponta de lança africano quero ver, quero ver a rede balançar
A galera quer sorrir, a galera que cantar
A galera tá feliz, ela quer comemorar
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Umbabaraúma, homem gol
Ensino mais
Umbabaraúma, homem gol

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