RECUSA - ALCIONE
De: Paulo de Souza (Paulo Debetio) / Paulo Rezende
1977
Você me procura na hora do almoço
Me agarra, me cheira, me deixa à vontade
Me traga, me afaga, me aperta o pescoço
Depois me abandona na dona saudade
Me irrita e me agita, me diz pra esperar
Que a hora do lanche não tarda a chegar
Eu me desespero por esta recusa
Me sinto uma intrusa, mas fico a esperar
Quando o telefone me chama eu atendo
É você dizendo que não vem lanchar
Que tem compromisso com isso e aquilo
Me pede tranquilo pra eu me guardar
Pro jantar
Aí, é hora de sofrer
Lutar pra não morrer
De morte tão vulgar
Amor cuidado com o desdém
Pois quem tem um, não tem
Nenhum pra consolar
Na nora da janta, você vem calado
Me dá o desprezo, diz que está cansado
Se farta na mesa, depois vai deitar
Nem vê a tristeza que escondo no olhar
Se vira pro canto e começa a roncar
Lá vou eu de novo no pranto afogar
Aí, é hora de sofrer
Lutar pra não morrer
De morte tão vulgar
Amor cuidado com o desdém
Pois quem tem um, não tem
Nenhum pra consolar
Aí, é hora de sofrer
Lutar pra não morrer
De morte tão vulgar
Amor cuidado com o desdém
Pois quem tem um, não tem
Nenhum pra consolar
Aí, é hora de sofrer
Lutar pra não morrer
De morte tão vulgar
Amor cuidado com o desdém
Pois quem tem um, não tem
Nenhum pra consolar
letrasdesambarock.blogspot.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário