Resumo dos samba-rock

domingo, 9 de março de 2014

QUEM PODE, PODE – MARTINHO DA VILA

QUEM PODE, PODE – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias

Aqui na terra
Cada um faz o que pode
Quem pode, pode
Quem não pode se sacode
Se eu vivo mal
Se eu vivo bem
Ninguém com isto nada tem
Pois minha vida
Não é da conta de ninguém
É!
O melhor jeito
É a lei de Murici
Cada um tratar de si
Pra sair tudo perfeito
É a lei de Murici
Cada um tratar de si
Pra sair tudo perfeito
O seu bacana
Não engana
E gasta grana
Como o que
Mas quem é pobre
Já descobre um outro modo de viver
Se o Maneco
Do boteco
Faz xaveco eu não vou dizer
Mas teleco-teco
No meu samba tem que ter
Se o Maneco
Do boteco faz xaveco eu não vou dizer
Mas teleco-teco
No meu samba tem que ter
Teleco-teco
No meu samba
Tem que ter
Teleco-teco
No meu samba
Tem que ter
Tem, tem,
Tem que ter
No meu samba tem que ter
Mas tem que ter
Teleco-teco no meu samba
Tem que ter


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PRA VOCÊ, FELICIDADE – MARTINHO DA VILA

PRA VOCÊ, FELICIDADE – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias
(Darcy da Mangueira)

Se levo a vida
Como ela é
Não vou querer
Quem não me quer
Já não existe
Tranquilidade
Para você
Felicidade
Recordações
Não quero ter
Não vou lhe dar
Este prazer
Nem vou viver
Na solidão
E vou ter paz
No coração
Não vou viver ê, ê
Na solidão
Sei que vou ter paz
No coração
Falou Manoel do Cavaco!
Tá demais!
Já não existe
Tranquilidade
Para você
Felicidade
Recordações
Não quero ter
Não vou lhe dar
Este prazer
Nem vou viver
Na solidão
E vou ter paz
No coração
Não vou viver ê, ê
Na solidão
Sei que vou ter paz
No coração

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PODE ENCOMENDAR O SEU CAIXÃO – MARTINHO DA VILA

PODE ENCOMENDAR O SEU CAIXÃO – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias
(Cabana)

Se depender de mim
Para você viver
Pode encomendar o seu caixão
Não lhe darei
Uma colher de chá
Enquanto eu me lembrar da traição
Que você me fez
Sem eu merecer
Dando muito que falar
Porém, no entanto
Nem derramo prantos
Quando tenho que me lembrar
Da ingratidão
Que você me fez
Dando muito o que falar
Porém, no entanto
Nem derramo prantos
Quando tenho que me lembrar
Todo mundo podia me fazer
Ingratidão
Menos você
Pois eu sempre lhe tratei legal
Dispensei-lhe grande consideração
No entanto, você fez o que me fez
Deixando grande mágoa no meu coração
No entanto, você fez o que me fez
Deixando grande mágoa no meu coração
Se depender de mim
Para você viver
Pode encomendar o seu caixão
Não lhe darei
Ê!
Uma colher de chá
Enquanto eu me lembrar da traição
Que você me fez
Sem eu merecer
Dando muito que falar
Porém, no entanto
Nem derramo prantos
Quando tenho que me lembrar
Hê!
Nossa Senhora!
Alô Cabana!
Olha o som, olha o som, olha o som, malandro!

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O NOSSO OLHAR – MARTINHO DA VILA

O NOSSO OLHAR – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias
(Sérgio Ricardo)

Viu
Quanta coisa linda
Você e eu sentimos
Sobre este luar
Dentro do silêncio
Que a noite fazia
Pelo nosso amor
Viu
Como os nossos olhos
Foram se entregando
E se integraram
Na linguagem pura
Que os olhos ditam
Pelo coração
Viu
Como o mundo inteiro
Ficou pequeno
E em nossas mãos
Virou veneno
Que a noite bebeu
Pelo nosso amor
Nosso amor
Viu
Como basta pouco
Para amar-se muito
Um luar bonito
Uma noite quieta
E o olhar tão puro
Deste nosso olhar

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MENINA-MOÇA – MARTINHO DA VILA

MENINA-MOÇA – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias

Alô Juliana!
Se liga nessa!
Oi menina moça vai passear
Vai passear Iaiá
Quer rapazinho pra acompanhar
Pra acompanhar Iaiá
Pra acompanhar Iaiá
Pra acompanhar Iaiá
Tá passeando já quer flertar
Já quer flertar Iaiá
Quem tá flertando quer namorar
Quer namorar Iaiá
Quer namorar Iaiá
Quer namorar Iaiá
Mas quer namorar Iaiá
Quer namorar Iaiá
Tá namorando já quer noivar
Já quer noivar Iaiá
Moça está noiva quer se casar
Quer se casar Iaiá
Quer se casar Iaiá
Quer se casar Iaiá
Mas quer se casar Iaiá
Quer se casar Iaiá
Mas se está casada só quer brigar
Só quer brigar Iaiá
Quem tá brigando quer desquitar
Quer desquitar Iaiá
Mas tá desquitada quer se amigar
Quer se amigar Iaiá
Tá amigada quer separar
Quer separar Iaiá
Mas quer separar Iaiá
Quer separar Iaiá
Mas quer separar Iaiá
Quer separar Iaiá
Tá separada não quer amar
Não quer amar Iaiá
Não tá amando só quer chorar
Só quer chorar, chorar
Só quer chorar, chorar
Só quer chorar, chorar
Só quer chorar, chorar
Só quer chorar, chorar
Fala Manoel da Conceição!
Vai Chioca!
Mas não chora menina, para quê chorar
Oi levante a cabeça e vá se consolar
Esta vida é comprida e você tão querida eu preciso do amor que você tem pra dar
Vamos cantar, cantar
Lararará-rará!
Mas vamos cantar, cantar
Lararará-rará!
Mas vamos cantar, cantar
Lararará-rará!
Lararará-rará!
Lararará-rará!
Canta, canta, canta, canta
Lararará-rará!
Mas o negócio é cantar
Lararará-rará!
Lararará-rará!
Lararará-rará!


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MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS – MARTINHO DA VILA

MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias
(Paulinho da Viola)

Era o tempo do rei
Quando aqui
Chegou
Um modesto casal
Feliz pelo recente amor
Leonardo
Tornando-se meirinho
Deu a Maria Hortaliça um novo lar
Um pouco de conforto e de carinho
Dessa união
Nasceu um lindo varão
Que recebeu
O mesmo nome do
Seu pai
Personagem central
Da história que
Contamos neste carnaval
Mas um dia Maria
Fez a Leonardo uma ingratidão
Mostrando que não era uma boa companheira
Provocou a separação
Foi
Assim
Que o padrinho passou
A ser
Do menino tutor
A quem
Deu-lhe toda dedicação
Sofrendo
Uma grande desilusão
Outra figura importante em sua vida
Foi a comadre parteira popular
Diziam que benzia de quebranto
A beata
Mais famosa do lugar
Dizia que benzia de quebranto
A beata
Mais famosa do lugar
Havia
Nesse tempo aqui no Rio
Tipos
Que devemos mencionar
Chico Juca
Era mestre em valentia
E por todos se fazia
Respeitar
O reverendo
Amante da cigana
Preso pelo Vidigal
O justiceiro
Homem de grande autoridade
Que a frente dos seus granadeiros
Era temido pelo povo da cidade
Luisinha
Primeiro amor
Que Leonardo conheceu
E que Dona Maria
A outro como esposa concedeu
Somente foi feliz
Quando José Manuel
Morreu
Somente foi feliz
Quando José Manuel
Morreu
Nosso herói
Novamente se apaixonou
Quando com sua viola a mulata Vidinha
Esta singela modinha cantou
Se
Os meus suspiros pudessem
Aos
Seus ouvidos chegar
Verias que uma paixão
Tem poder de assassinar
Falou bonito!
Verias que uma paixão
Tem poder de assassinar


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DIA FINAL – MARTINHO DA VILA

DIA FINAL – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias
(Ataulfo Alves)

Carnaval, carnaval, carnaval
No meu dia final
Queira Deus
Faça noite de lua
Violões, tamborins e pandeiros
Soluçando no meio
Da rua
Quero ter
No meu dia final
Carnaval, carnaval, carnaval
Quero ter no meu dia final
Carnaval, carnaval, carnaval
Meus amigos não chorem por mim
Só o samba não pode acabar
Quero o povo
Na rua cantando
Larará, larará, larará
Quero o povo
Na rua cantando
Larará, larará, larará
Meus amigos não chorem por mim
Só o samba não pode acabar
Quero o povo
Na rua cantando
Larará, larará, larará
Quero o povo
Na rua cantando
Larará, larará, larará

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CAMAFEU – MARTINHO DA VILA

CAMAFEU – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias

Camafeu cadê Maria de São Pedro
Foi passear
E o passeio de Maria fez a Bahia chorar
Maria foi lá pra longe
Maria não vai voltar
Mas deixou sua família pra seu nome cultuar
Nana Iná
Nana Iná
Nana Iná
Mãe Zulmira!
Nana Iná
Nana Iná
Nana Iná
Nana Iná
Ô Jacira
Nana Iná
Camafeu cadê mestre Pastinha
Tá com oitenta pra lá
Inda joga capoeira com quem tem vinte pra cá
Epuroga de alaquê tu não precisa perguntar
Encontrei com menininha perto do seu casuá
Lá, lá, ilá!
Lá, lá, ilá!
Lá, lá, ilá!
Lá, lá, ilá!
Falou bonito!
Lá, lá, ilá!
Lá, lá, ilá!
Lá, lá, ilá!
Lá, lá, ilá!
Camafeu, camafeu cadê você
To em todo lugar
Só vendendo bugiganga no mercado popular
Se o mercado está fechado
Pego o barco e vou pescar
Samba no mar
Samba no mar
Samba no mar da Bahia
Samba no mar
Amaralina!
Samba no mar
Abaeté!
Samba no mar
Samba no mar da Bahia
Samba no mar
Samba no mar
Da goméia
Samba no mar
Samba no mar
Samba no mar
Mestre Bimba
Samba no mar
Paraná!
Samba no mar
Canjiquinha
Samba no mar
Hê, hê, hê
Samba no mar
Samba no mar
Samba no mar
Samba no mar da Bahia
Samba no mar
Samba no mar


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A FLOR E O SAMBA – MARTINHO DA VILA

A FLOR E O SAMBA – MARTINHO DA VILA
1971 - Martinho da Vila - Memórias de um Sargento de Milícias
(Candeia)

Falou doutor!
Vem sambar Iaiá
Vem sambar Ioiô
Iaiá
Ioiô
Vem sambar Iaiá
Vem sambar Ioiô
Iaiá
Ioiô
Não tenho dinheiro só tenho pandeiro e viola
Mas vem depressa pro meu samba que ele consola
Menina pra que desamor veja quanta beleza
O samba assim como a flor também é natureza
Menina pra que desamor veja quanta beleza
O samba assim como a flor também é natureza
Vem sambar Iaiá
Vem sambar Ioiô
Iaiá
Ioiô
Vem sambar Iaiá
Vem, vem!
Vem sambar Ioiô
Vem, vem!
Iaiá
Ioiô
Só vive pior quem não vai sambar na avenida
O samba é o tesouro maior que se deixa na vida
O samba é a liberdade sem sangue, sem guerra
Quem samba é de boa vontade e tem paz nessa terra
O samba é a liberdade sem sangue, sem guerra
Quem samba é de boa vontade e tem paz nessa terra
Vem sambar Iaiá
Vem sambar Ioiô
Iaiá
Ioiô
Vem sambar Iaiá
Vem sambar Ioiô
Iaiá
Ioiô
Iaiá
Ioiô
Iaiá
Nossa Senhora!
Ioiô
Falou Candeia!
Iaiá
É isso aí!
Ioiô
Iaiá
Ioiô
Iaiá
Ioiô


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sábado, 8 de março de 2014

VOLTA PRO MORRO – MARTINHO DA VILA

VOLTA PRO MORRO – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Volta pro morro
Seu lugar ainda está vazio
Venho pedir um socorro
Pra nossa escola que agora só tem samba frio
Pois o neguinho
Que você deixou
Nunca mais compôs
Nunca mais cantou
Com a sua tristeza a alegria do morro acabou
Nunca mais compôs
Nunca mais cantou
Com a sua tristeza a alegria do morro acabou
Mas
Se você voltar
Vamos ter samba bonito
Todo mundo vai cantar
Vou marcar um novo grito
Pra lhe entregar a bandeira
E a nossa escola vai ser novamente a primeira
Vou marcar um novo grito
Pra lhe entregar a bandeira
E a nossa escola vai ser novamente a primeira
Mas
Se você voltar
Vamos ter samba bonito
Todo mundo vai cantar
Vou marcar um novo grito
Pra lhe entregar a bandeira
E a nossa escola vai ser novamente a primeira
Vou marcar um novo grito
Pra lhe entregar a bandeira
E a nossa escola vai ser novamente a primeira
E a nossa escola vai ser novamente a primeira
Vai ser a primeira
Vai ser novamente a primeira
E a nossa escola vai ser novamente a primeira


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VAMOS VIVER – MARTINHO DA VILA

VAMOS VIVER – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Viver
Fazendo um bem
Sorrir e sem sofrer
Amar alguém
Vamos viver
Viver
Viver
Fazendo um bem
Um bem
Sorrir e sem sofrer
Amar alguém
Ter amizades
Como criança
Felicidades encontrar na esperança
Vamos viver
Sentindo a vida
Amar, amar e esquecer
Da despedida
Vamos viver
Sentindo a vida
Amar, amar e esquecer
Na despedida
Viver
Fazendo um bem
Sorrir e sem sofrer
Amar alguém
Vamos viver
Viver
Viver
Fazendo um bem
Um bem
Sorrir e sem sofrer
Amar alguém
Ter amizades
Como criança
Felicidades encontrar
Na esperança
Vamos viver
Sentindo a vida
Amar, amar e esquecer
Na despedida
Vamos viver
Sentindo a vida
Amar, amar e esquecer
Na despedida


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SAMBA DO PAQUERA – MARTINHO DA VILA

SAMBA DO PAQUERA – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Broto do castelinho
Seu corpo certinho
Delgado
Só tem um defeito
É por demais paquerado
Deita na areia menina
Esnoba vem
Deixa o paquera morar nas curvinhas que o seu corpo tem
Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Mina escondida na calça cumprida
Vem cá
Quero-lhe de bermudinha, vem reboladinha lá no meu sofá
Ouvindo as notas
Do violão
E o sambinha que é feito na base da paqueração
Simbora
Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Vou dizer
Paquera homem
Que quer mulher
Da zona norte
Ou de um canto qualquer
Paquera malandro
Paquera doutor
Quem não paquera
Não arranja um grande amor
Falei
Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Vou cantando e é bom
Cantarolar
To na paquera meu bem
Vou paquerar
Vou paquerar
Olha a paquera
Vou paquerar
Vamos paquerar minha gente
Vou paquerar
Vou paquerar


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SAMBA DE IRMÃO – MARTINHO DA VILA

SAMBA DE IRMÃO – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá
(Martinho da Vila e Pádua Correia)

Esse samba aí é
Pra turma do “não ganha nunca”
Rapaziada de Vila Isabel
Dos amigos de São Carlos
E os camaradas lá de Padre Miguel
Hã, todo ano na avenida
Irmãos de Lucas, também, Lucas
Pois é, gente.
Por que
Todo ano a gente vai para avenida
Crente que está disputando alguma uma coisa
Mas
No duro no duro
Todo mundo sabe que a gente não tá disputando é nada
A Tradição não deixa a gente ganhar
Papo firme?!
Hã!
Pois é
Mas o negócio é o seguinte
Bola pra frente e continuar metendo bronca
Porque a coisa
Sempre teve mesmo muito preta pro nosso lar
Irmão
Irmão
Irmão
Irmão
Irmão
Irmão
Irmão
Irmão
É madrugada
Mas virá nosso amanhã
Irmão
Irmão
Irmão
Irmão
Que bom
Que bom
É bom mesmo
Cantar é bom
Sambar é bom
Dançar é bom
Amar é bom
Tristeza não
Irmão
Por maior que seja a escuridão
A noite tem acabar
No duro
No duro
Ô, ô, ô, no duro
No duro
Ô, ô, ô, no duro
Homem
Não é Lobisomem
Que fica nas trevas sempre a caminhar
No escuro
Homem
Não é Lobisomem
Que fica nas trevas sempre a caminhar no escuro
Escuro
Escuro
Firme no surdo moçada
Escuro
Olha o compasso
Escuro
Alma no passo rapaziada
Escuro
Lá vem melodia
Escuro
Sambem
Sabem
Sambem
Com harmonia
Todos cantando com todos pra todos por todos pra trazer o dia
Todos cantando com todos pra todos por todos pra trazer o dia
Todos cantando com todos pra todos por todos pra trazer o dia
Irmão
Irmão
Irmão
Irmão


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SAMBA DA CABROCHA BAMBA – MARTINHO DA VILA

SAMBA DA CABROCHA BAMBA – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Samba
Da cabrocha bamba
Que sambando sonha
Com o lar na rua
Morro
Do malandro triste
A canção existe
Em noite de lua
Samba
Da cabrocha bamba
Que sambando sonha
Com um lar na rua
Morro
Do malandro triste
A canção existe
Em noite de lua
Eu fui num samba
De terreiro iluminado
Vi um caboclo inspirado
Levando um samba de amor
E eu sambei
Sambei, sambei
Cantei, cantei, afugentei a minha dor
E eu sambei, sambei, sambei
Cantei, cantei, afugentei a minha dor
Mas foi num samba
Samba
Da cabrocha bamba
Que sambando sonha
Com um lar na rua
Morro
Do malandro triste
A canção existe
Em noite de lua
Vai
Samba
Da cabrocha bamba
Que sambando sonha
Com um lar na rua
Morro
Do malandro triste
A canção existe
Em noite de lua
Eu fui num samba
De terreiro iluminado
Vi um caboclo inspirado
Levando um samba de amor
E eu sambei
Sambei, sambei
Cantei, cantei, afugentei a minha dor
E eu sambei, sambei, sambei
Cantei, cantei, afugentei a minha dor
Sambei, sambei
E eu também sambei, sambei
Cantei, cantei, afugentei a minha dor
Mas eu
E eu também sambei, sambei
Cantei, cantei, afugentei a minha dor


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PLIM-PLIM – MARTINHO DA VILA

PLIM-PLIM – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Plim esclapim esquimblim
Plim esclapim esquimblim
É o agogô fazendo o seu
Plim-plim
Teco teleco teco
Teco teleco teco
É o repicado
Do meu tamborim
Tas catins esquindam
Tas catins esquindam
O meu chocalho está botando pra jambrar
Tum escatum escundum
Tum escatum escundum
É a marcação do meu do meu ziriguidum
Plim esclapim esquimblim
Plim esclapim esquimblim
É o agogô fazendo o seu
Plim-plim
Teco
Teleco teco
Teleco teco
Teco teco
Teleco teco
É o repicado
Do meu tamborim
Tas catins esquindam
Tas catins esquindam
O meu chocalho está botando pra jambrar
Tum escatum escundum
Tum escatum escundum
É a marcação do meu do meu ziriguidum
Muita mulata
Batucando no terreiro
E lá no canto uma cuíca a soluçar
Isto é o samba
O meu samba tem pandeiro
E um cavaquinho
Machucando devagar
Ali
Plim esclapim esquimblim
Plim esclapim esquimblim
É o agogô fazendo o seu
Plim-plim
Teco
Teleco teco
Teleco teco
Teco teco
Teleco teco
É o repicado
Do meu tamborim
Tas catins esquindam
Tas catins esquindam
O meu chocalho está botando pra jambrar
Tum escatum escundum
Tum escatum escundum
É a marcação do meu do meu ziriguidum
Plim esclapim esquimblim
Plim esclapim esquimblim
Plim plim plim
Plim esclapim esquimblim
Plim esclapim esquimblim


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NINGUÉM CONHECE NINGUÉM – MARTINHO DA VILA

NINGUÉM CONHECE NINGUÉM – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Ninguém conhece
Ninguém
Pois dentro de alguém
Ninguém mora
Há quem acorda
Sorrindo e na mesma manhã
Também chora
Ninguém conhece
Ninguém
Pois dentro de alguém ninguém mora
Há quem acorda sorrindo e na mesma manhã
Também chora
Não há alguém tão ruim
Que não tenha uma boa
Qualidade
Ninguém atravessa
Idade
Somente em passo certo
Não há deserto sem água e nem coração sempre aberto
Ninguém conhece ninguém
Pois dentro de alguém
Ninguém mora
Há quem acorda sorrindo e na mesma manhã
Também chora
Ninguém conhece ninguém
Pois dentro de alguém
Ninguém mora
Há quem acorda sorrindo e na mesma manhã
Também chora
Há mariposa
Noturna
De angelical
Semblante
Há corpo deselegante
Que é tão perfeito
Na dança
Braço que enlaça o amado é o mesmo que embala a criança
Ninguém conhece
Ninguém
Pois dentro de alguém
Ninguém mora
Há quem acorda
Sorrindo
E na mesma manhã
Também chora
Ninguém conhece ninguém
Pois dentro de alguém
Ninguém mora
Há quem acorda sorrindo e na mesma manhã
Também chora
Nunca se pode afirmar
Se alguém é assim ou assado
Quem hoje está em um canto
Amanhã pode estar
Do outro lado
E quem nunca foi
De samba ainda vai ser do samba rasgado
E quem nunca foi
De samba ainda vai ser do samba rasgado
E quem nunca foi
De samba ainda vai ser do samba rasgado


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MEU LAIÁRAIÁ – MARTINHO DA VILA

MEU LAIÁRAIÁ – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Lá, laiá!
Laiá!
Laiá, laiá!
Laiá!
Lá, laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Você é
Meu povo
Você é meu samba
Você é a bossa
E a minha voz
Pra você eu trago
Um sambinha novo
Que eu fiz na fossa
Pra cantar a sós
E também vieram beijos nunca
Dados
Abraços guardados pra você
Sentir
Mas eu quero mesmo é me enroscar
Num leito
Apertar seu peito
E depois dormir
Apertar seu peito
E depois dormir
Apertar seu peito
E depois dormir
Dormir sonhando
Com você
Enamorada
Minha noiva muito amada
Meu pedaço de mulher
Minha história, meu segredo,
Minha estrela,
Minha fé
Minha escola, meu enredo,
Meu cigarro e meu café
Lá, laiá!
Laiá!
Laiá, laiá!
Laiá!
Você é o meu laiá-raiá-raiá
Lá, laiá!
Laiá!
Laiá, laiá!
Laiá!
Você é o meu laiá-raiá-raiá
Você é
Meu povo
Você é meu samba
Você é a bossa
E a minha voz
Pra você eu trago
Um
Sambinha novo
Que eu fiz na fossa
Pra cantar a sós
E também vieram beijos nunca dados
Abraços guardados pra você
Sentir
Mas eu quero mesmo é me enroscar
Num leito
Apertar seu peito
E depois dormir
Apertar seu peito
E depois dormir
Apertar seu peito
E depois dormir
Lá, laiá!
Laiá!
Laiá, laiá!
Laiá!
Você é o meu laiá-raiá-raiá
Lá, laiá!
Laiá!
Laiá, laiá!
Laiá!
Você é o meu laiá-raiá-raiá


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MELANCOLIA – MARTINHO DA VILA

MELANCOLIA – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

E veio a brisa leve
Do amor
Depois
Um vendaval
De
Paixão
E o sol brilhava
No teu sorriso
Encantador
E o sol brilhava
No teu sorriso
Encantador
Tudo era como o amanhecer
De um lindo dia de verão
Alegrias do entardecer
Tristezas não
E agora é só
Melancolia
Pois nunca mais
Amanheceu
Pra nossa vida tão vazia
Escureceu
Escureceu
E agora é só melancolia
Pois nunca mais amanheceu
Pra nossa vida tão vazia
Escureceu
Pois explodiu um raio de ciúmes
E o tempo mudou
Veio uma chuva de queixumes
E um rosto molhou
E agora é só melancolia
Pois nunca mais amanheceu
Pra nossa vida tão vazia
Escureceu
Escureceu
E agora é só
Melancolia
Pois nunca mais
Amanheceu
Pra nossa vida tão vazia
Escureceu
Escureceu
Escureceu
Escureceu


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MADRUGADA, CARNAVAL E CHUVA – MARTINHO DA VILA

MADRUGADA, CARNAVAL E CHUVA – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

Carnaval, madrugada
Madrugada de carnaval
Carnaval, madrugada
Madrugada de carnaval
Cai a chuva no asfalto da avenida
E a escola
Já começa a desfilar
Molha o surdo
Molha o enredo
Molha a vida
Do sambista
Cujo o sonho é triunfar
Cai o brilho do sapato do passista
Mas o samba
Tem é que continuar
Carnaval
Carnaval, madrugada
Madrugada de carnaval
Carnaval, madrugada
Madrugada de carnaval
Os destaques se desmancham
Na avenida
E o esforço
Já é sobrenatural
Mas a turma
Permanece
Reunida
Um apito
Incentiva o pessoal
E a escola já avança destemida
É o samba
Enfrentando o temporal
Carnaval
Carnaval, madrugada
Madrugada de carnaval
Carnaval, madrugada
Madrugada de carnaval
Madrugada
Vai embora
Vem o dia
E o sambista
Pensa em outro carnaval
E a todos novamente desafia
A vitória do seu samba é o ideal
Chama o surdo e o pandeiro
Pra folia
Alegria
Alegria pessoal
Carnaval
Carnaval, carnaval
Volta o surdo pra folia
Alegria pessoal
Carnaval, carnaval, carnaval
Volta o surdo pra folia
Alegria pessoal
Mas eu falei que o samba é quente
Alegria pessoal
Mas vem pro samba minha gente
Alegria pessoal


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LINHA DO ÃO – MARTINHO DA VILA

LINHA DO ÃO – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

To cantando nesta linha
Que é a linha do ão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
To cantando nesta linha
Que é a linha do ão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
To cantando nesta linha
Que é a linha do ão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
To cantando nesta linha
Que é a
Linha do ão
Já dancei
Samba de roda
Já briguei muito na mão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
Eu nasci numa fazenda e fui
Criado na favela
Namorei mulher casada e fui
Homem de moça donzela
Treze anos de caserna
Me deram boa lição
Sou formado lá na Vila
Fiz do samba profissão
Falei
To cantando nesta linha
Que é a linha do ão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
To cantando nesta linha
Que é a
Linha do ão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
O meu pai era colono
E meeiro
Muito bom
Calangueava a noite inteira
Não perdia verso não
Mãe Teresa é rezadeira e faz
Por mim muita oração
A Zezé é a macumbeira
Pó em mim não pega não
To cantando nesta linha
Que é a linha do ão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
To cantando nesta linha
Que é a
Linha do ão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
Já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão
Eu já dancei samba de roda
Já briguei muito na mão


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FOLIA DE REIS – MARTINHO DA VILA

FOLIA DE REIS – MARTINHO DA VILA
1970 - Martinho da Vila - Meu laiáraiá

A vinte e cinco de dezembro se reúnem
Os foliões
E vão pra rua bater caixa nos
Portões
Lá vai pandeiro
Sanfoneiro
Violões
Senta o pau sanfoneiro
Eles só voltam pra casa dia seis
Dia de Reis
Por sete anos se repete o ritual
Pra todo canto
Levam o bem espantam o mal
Ô de casa, ô de fora
Ô de casa, ô de fora
Quem de dentro deve estar
Os de fora Santos Reis
Que lhes vieram visitar
Que vieram visitar
Na folia tem palhaço
Que faz verso e diabruras
Representa
O tinhoso
Tentador das criaturas
Mas também tem a bandeira
A Bandeira do Divino
Mais atrás os três Reis Magos
Procurando o Deus Menino
Ô de casa
Ô de casa, ô de fora
Ô de casa, ô de fora
Quem de dentro deve estar
Os de fora Santos Reis
Que lhes vieram visitar
Que vieram visitar
Batem lá na sua porta
Pra pagar uma promessa
Levam mestre e contramestre
Pra poder cantar à beça
Dia vinte de janeiro
Eles dão uma festinha
Com viola
Violeiro
Desafio e ladainha
Falei
Lá, laiá, lá!
Lá, laiá, iá!
Lá, laiá, lá!
Lá, laiá, iá!
Lá, laiá, lá!
Lá, laiá, iá!
Lá, laiá, lá!
Lá, laiá, iá!
Lá, á!
Ô de casa
Ô de fora


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sexta-feira, 7 de março de 2014

GRANDE AMOR – MARTINHO DA VILA

GRANDE AMOR – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Num grande amor
Sempre tem melancolia
Tem tristeza e alegria
Num mundo de ilusão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Se o amor se esvai
Saudade vem
Um novo amor
Virá também
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Num grande amor
Num grande amor
Sempre tem melancolia
Tem tristeza e alegria
Num mundo de ilusão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Se o amor se esvai
Saudade vem
Um novo amor
Virá também
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Chorou, chorou
Chorou, chorou


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