Resumo dos samba-rock

sexta-feira, 7 de março de 2014

GRANDE AMOR – MARTINHO DA VILA

GRANDE AMOR – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Num grande amor
Sempre tem melancolia
Tem tristeza e alegria
Num mundo de ilusão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Se o amor se esvai
Saudade vem
Um novo amor
Virá também
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Num grande amor
Num grande amor
Sempre tem melancolia
Tem tristeza e alegria
Num mundo de ilusão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Num grande amor
Tem de tudo um bocadinho
Tem ternura, tem carinho
Tem castigo e tem perdão
Se o amor se esvai
Saudade vem
Um novo amor
Virá também
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Se alguém brincou, sorriu, cantou
Feliz ficou
Feliz ficou
Se amou demais
Perdeu a paz
Chorou, chorou
Chorou, chorou
Chorou, chorou


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TOM MAIOR – MARTINHO DA VILA

TOM MAIOR – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Está
Em você
O que o amor
Gerou
Ele vai nascer
E há de ser
Sem dor
Ah eu hei de ver
Você ninar e ele dormir
Hei de vê-lo andar
Falar
Sorrir
Ah
Eu hei de ver
Você
Ninar
E ele
Dormir
Fazê-lo andar
Falar
Cantar
Sorrir
E então quando ele crescer
Vai ter que ser homem de bem
Vou ensiná-lo a viver
Onde ninguém é de ninguém
Vai ter que amar a liberdade
Só vai cantar em Tom Maior
Vai ter a felicidade de ver um Brasil
Melhor
Vai ter que amar a liberdade
Só vai cantar em Tom Maior
Vai ter a felicidade de ver um Brasil melhor
Ah eu hei de ver
Você
Ninar
E ele dormir
Fazê-lo andar
Falar
Cantar
Sorrir
E então quando ele crescer
Vai ter que ser homem de bem
Vou ensiná-lo a viver
Onde ninguém é de ninguém
Vai ter que amar a liberdade
Só vai cantar em Tom Maior
Vai ter a felicidade de ver um Brasil
Melhor
Vai ter que amar a liberdade
Só vai cantar em Tom Maior
Vai ter a felicidade de ver um Brasil melhor
Mas vai ter que amar a liberdade
Só vai cantar em Tom Maior

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QUEM É DO MAR NÃO ENJOA – MARTINHO DA VILA

QUEM É DO MAR NÃO ENJOA – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Quem é do mar não enjoa
Não enjoa
Chuva fininha é garoa
É garoa
Homem que é homem não chora
Não, não, não, não chora
Quando a mulher vai embora
Vai embora
Ai quem é do mar não enjoa
Não enjoa
Chuva fininha é garoa
É garoa
Ai homem que é homem não chora
Vai
Não, não chora
Quando a mulher vai embora
Vai embora
Quem quiser saber meu nome
Não precisa perguntar
Sou Martinho lá da Vila
Partideiro devagar
Quem quiser falar comigo
Não precisa procurar
Vá aonde tiver samba
Que eu devo estar por lá
Mas quem é do mar não enjoa
Não enjoa
Chuva fininha é garoa
É garoa
Ai homem que é homem não chora
Não, não chora
Quando a mulher vai embora
Vai embora
Eu cheguei no samba agora
Mas aqui eu vou ficar
Pois quem é mesmo do samba
Vai até o sol raiar
O sereno tá caindo
Tá caindo e devagar
Vai cair chuva miúda
E o samba não vai parar
Mas quem é do mar não enjoa
Não enjoa
Chuva fininha é garoa
É garoa
Ai homem que é homem não chora
Não, não chora
Quando a mulher vai embora
Vai embora
Serenou lá na Mangueira
Serenou
Lá na Portela
Serenou em Madureira
Serenou lá na favela
Serenou lá no Salgueiro
Serenou lá no Capela
Serenou na minha casa
Serenou na casa dela
Ai quem é do mar não enjoa
Não enjoa
Chuva fininha é garoa
É garoa
Homem que é homem não chora
Não, não chora
Quando a mulher vai embora
Vai embora
Quem tiver mulher bonita
Traga presa na corrente
Eu também já tive a minha
Mas perdi num samba quente
A menina foi embora
Mas um samba vou cantar
Pois está mesmo na hora
De ter outra em seu lugar
Mas quem é do mar não enjoa
Não enjoa
Chuva fininha é garoa
É garoa
Ai homem que é homem, que é homem não chora
Não, não, não, não chora
Quando a mulher vai embora
Vai embora
Mas quem é do mar não enjoa
Não enjoa
Chuva fininha é garoa
É garoa

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QUATRO SÉCULOS DE MODAS E COSTUMES – MARTINHO DA VILA

QUATRO SÉCULOS DE MODAS E COSTUMES – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

A Vila desce colorida
Para mostrar no carnaval
Quatro séculos de modas e costumes
O moderno e o tradicional
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação
Ditando moda
Fixando os costumes
Os rituais e a tradição
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação
Ditando moda
Fixando os costumes
Os rituais e a tradição
E surgem tipos brasileiros
Saveiros e bateador
O carioca e o gaúcho
Jangadeiro e cantador
Lá vem o negro
Vejam as mucamas
Também vem com o branco
Elegantes damas
Lá vem o negro
Lá vem o negro
Vejam as mucamas
Também vem com o branco
Elegantes damas
Desfilas modas no Rio
Costumes do norte e a dança do sul
Capoeira, desafios
Frevos e maracatu
Laiaraiá, ô
Laiaraiá
Festa da menina-moça
Na tribo dos Carajás
Candomblés lá da Bahia
Onde baixam os orixás
Laiaraiá, ô
Laiaraiá
Festa da menina-moça
Na tribo dos Carajás
Candomblés lá da Bahia
Onde baixam os orixás
É a Vila que desce
A Vila desce colorida
Para mostrar no carnaval
Quatro séculos de modas e costumes
O moderno e o tradicional
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação
Ditando moda
Fixando os costumes
Os rituais e a tradição
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação
Ditando moda

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PRA QUE DINHEIRO – MARTINHO DA VILA

PRA QUE DINHEIRO – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Dinheiro pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Mas dinheiro
Dinheiro pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Venha depressa, correndo pro samba
Porque a lua já vai se mandar
Venha depressa, correndo pro samba
Porque a lua já vai se mandar
Afina logo a sua viola
E canta samba até o sol raiar
Mas dinheiro
Pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Aquela mina não quis me dar bola
Eu tinha tanta grana pra lhe dar
Aquela mina não quis me dar bola
E eu tinha tanta grana pra lhe dar

Chegou um cara com uma viola
E ela logo começou bolar
Mas dinheiro
Pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Eu era um cara muito solitário
Não tinha mina pra me namorar
Diz
Eu era um cara muito solitário
Não tinha mina pra me namorar
Depois que eu comprei uma viola
Arranjo nega de qualquer lugar
Mas dinheiro
Pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Eu tinha grana me levaram a grana
Fiquei quietinho nem quis reclamar
Eu tinha grana me levaram a grana
Fiquei quietinho nem quis reclamar
Mas se levarem a minha viola
Não me segura, pois eu vou brigar
Mas dinheiro
Pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Para depressa com essa viola
Porque o samba já vai terminar
Falou e disse
Para depressa com essa viola
Porque o samba já vai terminar
Eu vou depressa correndo pra casa
Pegar a marmita pra ir trabalhar
Mas dinheiro
Pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Ai dinheiro
Pra que dinheiro
Se ela não me dá bola
Em casa de batuqueiro
Só quem fala alto é viola
Ai só quem fala alto é viola
Só quem fala alto é viola
Ai só quem fala alto é viola
Só quem fala alto é viola


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POT-POURRI: BOA NOITE / CARNAVAL DE ILUSÕES / CARAMBA - MARTINHO DA VILA

POT-POURRI: BOA NOITE / CARNAVAL DE ILUSÕES / CARAMBA - MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila
(Martinho da Vila / Gemeu)

Todo mundo pensa que eu sou baiano
Mas eu nasci no carnaval de 38 em Duas Barras, Estado do Rio
Fui criado na serra dos Pretos Forros
No morro meio alumiado
Que a Eliana de Lima cantou um lindo samba do João Laurindo
Não é Romeu?!
A serra fica lá na boca do mato
Meu primeiro reduto de samba
O bairro que ficou famoso por causa do velho casarão da tia Zulmira
Muito falado pelo ponte preta
Pra ser o Martinho da Vila
Eu tive que fazer um samba
Boa noite Vila Isabel
Quero brincar o carnaval
Na terra de Noel
Boa noite
Diretor de bateria
Quero contar
Com a sua marcação
Boa noite
Sambistas e compositores
Presidentes, diretores,
Pra vila eu trago
Toda minha inspiração
Quero acertar com o diretor de harmonia
E as pastoras
O tom da minha melodia
Ah, ah, ah, ah!
Ah, ah, ah!
Oh, oh, oh, oh!
Oh, oh, oh!
Ô, ô, ô, ô!
Ô, ô, ô!
Lararararará!
Larará!
Em sessenta e sete a vila chegou na cidade do enredo genial
Gabriel e Dario bolaram um carnaval de ilusões sonhado por uma criança
Ciranda cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
Ciranda cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
Fantasia
Deusa dos sonhos esteja presente
Nos devaneios de um inocente
Ó soberana das fascinações
Põe os seres do teu reino encantado
Desfilando para o povo deslumbrado
Num carnaval de ilusões
Na doce pausa dos folguedos infantis
Repousam a bola e a bonequinha querida
No turbilhão do carrossel da alegre vida
Morfeu embala a criança tão feliz
Que num sonho encantador
Viaja ao mundo da fabulação
Terra da riqueza
E do fulgor
De tanta beleza
E do esplendor
Terra da riqueza
E do fulgor
De tanta beleza
E do esplendor
Guiadas pela fada ilusão
Se juntam lendárias figuras
Personagens de leituras
Revividos na memória
Que ajusta ao imperfeito
A perfeição dos conceitos
De deleitosas histórias
Riqueza
E do fulgor
De tanta beleza
E do esplendor
Guiadas pela fada ilusão
Se juntam lendárias figuras
Personagens de leituras
Revividos na memória
Que ajusta ao imperfeito
A perfeição dos conceitos
De deleitosas histórias
Neste clima extasiante
O cortejo deslumbrante
Tudo envolve
Ao despertar
E ao mundo da verdade
Sem saber a realidade
Retorna o petiz a cantar
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
Botar música nessa poesia do Gemeu não foi mole não
E os críticos meteram o pau no novo estilo de samba-enredo
E a vila perdeu o carnaval
O meu amigo Chico Buarque de Holanda dormiu
O resto da comissão...
Não entendeu nada
No dia do resultado eu fiz o meu primeiro samba de protesto
Fala, fala falador
Não lhe dou bola
Porque eu
Sou bamba
Malha, malha malhador
Que não aceita a evolução do samba
A minha vila deslumbrou
Naquela manhã de carnaval
Todo povo incentivou
A ciranda cirandinha
No desfile principal
Minha vila deslumbrou
A minha vila deslumbrou
Naquela manhã de carnaval
Todo povo incentivou
A ciranda cirandinha
No desfile principal
Só
Da comissão
Não viu cadência
Numa grande bateria
Nem se comoveu
Com a beleza do desfile-fantasia
Caramba
Caramba
Nem o Chico entendeu
O enredo do meu samba
Caramba
Ô, ô, ô!
Caramba
Nem o Chico entendeu
O enredo do meu samba
Caramba
Ô, ô!
Caramba
Nem o Chico
Entendeu
O enredo do meu samba
Caramba
Ô, ô, ô!
Caramba
Nem o Chico entendeu
O enredo do meu samba
Caramba


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