Resumo dos samba-rock

sexta-feira, 7 de março de 2014

POT-POURRI: BOA NOITE / CARNAVAL DE ILUSÕES / CARAMBA - MARTINHO DA VILA

POT-POURRI: BOA NOITE / CARNAVAL DE ILUSÕES / CARAMBA - MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila
(Martinho da Vila / Gemeu)

Todo mundo pensa que eu sou baiano
Mas eu nasci no carnaval de 38 em Duas Barras, Estado do Rio
Fui criado na serra dos Pretos Forros
No morro meio alumiado
Que a Eliana de Lima cantou um lindo samba do João Laurindo
Não é Romeu?!
A serra fica lá na boca do mato
Meu primeiro reduto de samba
O bairro que ficou famoso por causa do velho casarão da tia Zulmira
Muito falado pelo ponte preta
Pra ser o Martinho da Vila
Eu tive que fazer um samba
Boa noite Vila Isabel
Quero brincar o carnaval
Na terra de Noel
Boa noite
Diretor de bateria
Quero contar
Com a sua marcação
Boa noite
Sambistas e compositores
Presidentes, diretores,
Pra vila eu trago
Toda minha inspiração
Quero acertar com o diretor de harmonia
E as pastoras
O tom da minha melodia
Ah, ah, ah, ah!
Ah, ah, ah!
Oh, oh, oh, oh!
Oh, oh, oh!
Ô, ô, ô, ô!
Ô, ô, ô!
Lararararará!
Larará!
Em sessenta e sete a vila chegou na cidade do enredo genial
Gabriel e Dario bolaram um carnaval de ilusões sonhado por uma criança
Ciranda cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
Ciranda cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
Fantasia
Deusa dos sonhos esteja presente
Nos devaneios de um inocente
Ó soberana das fascinações
Põe os seres do teu reino encantado
Desfilando para o povo deslumbrado
Num carnaval de ilusões
Na doce pausa dos folguedos infantis
Repousam a bola e a bonequinha querida
No turbilhão do carrossel da alegre vida
Morfeu embala a criança tão feliz
Que num sonho encantador
Viaja ao mundo da fabulação
Terra da riqueza
E do fulgor
De tanta beleza
E do esplendor
Terra da riqueza
E do fulgor
De tanta beleza
E do esplendor
Guiadas pela fada ilusão
Se juntam lendárias figuras
Personagens de leituras
Revividos na memória
Que ajusta ao imperfeito
A perfeição dos conceitos
De deleitosas histórias
Riqueza
E do fulgor
De tanta beleza
E do esplendor
Guiadas pela fada ilusão
Se juntam lendárias figuras
Personagens de leituras
Revividos na memória
Que ajusta ao imperfeito
A perfeição dos conceitos
De deleitosas histórias
Neste clima extasiante
O cortejo deslumbrante
Tudo envolve
Ao despertar
E ao mundo da verdade
Sem saber a realidade
Retorna o petiz a cantar
Ciranda, cirandinha
Vamos todos cirandar
Vamos dar a meia volta
Volta e meia vamos dar
Botar música nessa poesia do Gemeu não foi mole não
E os críticos meteram o pau no novo estilo de samba-enredo
E a vila perdeu o carnaval
O meu amigo Chico Buarque de Holanda dormiu
O resto da comissão...
Não entendeu nada
No dia do resultado eu fiz o meu primeiro samba de protesto
Fala, fala falador
Não lhe dou bola
Porque eu
Sou bamba
Malha, malha malhador
Que não aceita a evolução do samba
A minha vila deslumbrou
Naquela manhã de carnaval
Todo povo incentivou
A ciranda cirandinha
No desfile principal
Minha vila deslumbrou
A minha vila deslumbrou
Naquela manhã de carnaval
Todo povo incentivou
A ciranda cirandinha
No desfile principal
Só
Da comissão
Não viu cadência
Numa grande bateria
Nem se comoveu
Com a beleza do desfile-fantasia
Caramba
Caramba
Nem o Chico entendeu
O enredo do meu samba
Caramba
Ô, ô, ô!
Caramba
Nem o Chico entendeu
O enredo do meu samba
Caramba
Ô, ô!
Caramba
Nem o Chico
Entendeu
O enredo do meu samba
Caramba
Ô, ô, ô!
Caramba
Nem o Chico entendeu
O enredo do meu samba
Caramba


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PAREI NA SUA – MARTINHO DA VILA

PAREI NA SUA – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Menina eu parei na sua
Parei e vou me declarar
Eu fico no mundo da lua
Quando vejo você chegar
No samba é um atropelo
Malandro querendo lhe conversar
Eu fico
Com uma dor de cotovelo
Morando no seu modo de sambar
Mas se você quer se dar bem
Meninazinha
Para na minha que vai ter
Colher de chá
Dou um barraco pra você
Ser a rainha
E faço um samba
Somente pra você cantar
Mas se você quer se dar bem
Meninazinha
Para na minha que vai ter
Colher de chá
Dou um barraco pra você
Ser a rainha
E faço um samba
Somente pra você cantar
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Porém se for pra bagunçar
O seu parceiro
A sua barba
Vai crescer até o fim
Vai ser sapato nos pés de um batuqueiro
Da sua pele vou fazer um tamborim
Mas se você for uma boa companheira
Pra todo canto onde eu for vou lhe levar
Só vai dançar comigo lá na gafieira
Outro malandro
Vai lhe respeitar
Meninazinha
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Desta maneira não se pode viver bem
Toda vez que eu chego em casa
Você vem com nhem nhem nhem
Se eu vou pro quarto você vai
Volto pra sala você vem
Nos meus ouvidos perturbando
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Mulher pior do que a minha ninguém tem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
A sua língua
É maior do que um trem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
Nhem nhem nhem
E a minha sogra também não vale um vintém
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Laiá, laiá!


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O PEQUENO BURGUÊS – MARTINHO DA VILA

O PEQUENO BURGUÊS – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Felicidade
Passei no vestibular
Mas a faculdade
É particular
Particular
Ela é particular
Particular
Ela é particular
Livros tão caros
Tanta taxa pra pagar
Meu dinheiro muito raro
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro
Alguém teve que emprestar
O meu dinheiro
Alguém teve que emprestar
Morei no subúrbio
Andei de trem atrasado
Do trabalho ia pra aula
Sem jantar e bem cansado
Mas lá em casa à meia-noite
Tinha sempre a me esperar
Um punhado de problemas
E criança pra criar
Para criar
Só criança pra criar
Para criar
Só criança pra criar
Mas felizmente
Eu consegui me formar
Mas da minha formatura
Não cheguei participar
Faltou dinheiro pra beca
E também pro meu anel
Nem o diretor careca
Entregou o meu papel
O meu papel
Meu canudo de papel
O meu papel
Meu canudo de papel
E depois de tantos anos só decepções,
Desenganos
Dizem que sou um burguês
Muito privilegiado
Mas burgueses são vocês eu não passo de um pobre coitado
E quem quiser ser como eu
Vai ter é que penar
Um bocado
Um bom bocado
Vai penar um bom bocado
Um bom bocado
Vai penar um bom bocado
Um bom bocado
Vai penar um bom bocado
Um bom bocado
Vai penar um bom bocado


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IAIÁ DO CAIS DOURADO – MARTINHO DA VILA

IAIÁ DO CAIS DOURADO – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila
(Martinho da Vila e Rodolpho de Souza)

No cais dourado
Da velha Bahia
Onde estava o capoeira
A Iaiá também se via
Juntos na feira
Ou na romaria
No banho de cachoeira
E também na pescaria
Dançavam juntos em todo fandango e festinha
Vai
Dançavam juntos em todo fandango e festinha
E no reisado contra mestre e pastorinha
Cantavam, laiá, lá, laiá, laiá
Nas festas do alto do Cantuá
Cantavam, laiá, lá, laiá, laiá
Nas festas do alto do Cantuá
Mas loucamente
A Iaiá do cais dourado
Trocou seu amor ardente
Por um moço requintado
E foi-se embora
Passear em barco à vela
Desfilando em carruagem já não era mais aquela
E o capoeira
Que era valente chorou
E o capoeira que era valente chorou
Até que um dia a mulata
Lá no cais apareceu
E ao ver o seu capoeira
Pra ele logo correu
Pediu guarida, mas o capoeira não deu
Pediu guarida, mas o capoeira não deu
Desesperada caiu no mundo a vagar
E o capoeira
Ficou com o seu povo a cantar
Lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!

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CASA DE BAMBA – MARTINHO DA VILA

CASA DE BAMBA – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa não tem bola pra vizinha não se fala do alheio nem se liga pra Candinha
Na minha casa não tem bola pra vizinha não se fala do alheio nem se liga pra Candinha
Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa todo mundo é bamba
Todo mundo bebe todo mundo samba
Na minha casa ninguém liga pra intriga
Todo mundo xinga todo mundo briga
Na minha casa ninguém liga pra intriga
Todo mundo xinga todo mundo briga
Macumba lá na minha casa tem galinha preta azeite de dendê
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer
Se tem alguém aflito
Todo mundo chora todo mundo sofre
Mas logo se reza pra São Benedito
Pra Nossa Senhora e pra Santo Onofre
Mas se tem alguém cantando todo mundo canta todo mundo dança todo mundo samba e ninguém se cansa
Pois minha casa é casa de bamba
Pois minha casa é casa de bamba
Macumba lá na minha casa tem galinha preta azeite de dendê
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer
Mas ladainha lá na minha casa
Tem reza bonitinha e canjiquinha pra comer
Se tem alguém aflito
Todo mundo chora todo mundo sofre
Mas logo se reza pra São Benedito
Pra Nossa Senhora e pra Santo Onofre
Mas se tem alguém cantando todo mundo canta todo mundo dança todo mundo samba e ninguém se cansa
Pois minha casa é casa de bamba
Pois minha casa é casa de bamba
Pois minha casa é casa de bamba
Pois minha casa é casa de bamba
Pois minha casa é casa de bamba
Pois minha casa é casa de bamba


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BRASIL MULATO – MARTINHO DA VILA

BRASIL MULATO – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Pretinha
Procure um branco
Porque é hora de completa integração
Branquinha
Namore um preto
Faça com ele sua miscigenação
Neguinho
Vá pra escola
Ame esta terra esqueça a guerra e abrace o samba
Que será lindo o meu Brasil de amanhã
Mulato forte
Pulso firme e mente sã
Que será lindo o meu Brasil de amanhã
Mulato forte
Pulso firme e mente sã
Quero ver madame na escola de samba
Sambando
Quero ver fraternidade
Todo mundo se ajudando
Não quero ninguém parado
Todo mundo trabalhando
Que ninguém vá a macumba pra fazer feitiçaria
Vá rezando minha gente a oração de todo dia
Mentalidade
Vai mudar de fato
E meu Brasil então será
Mulato
Mulato
Mulato
Mulato
Mulato


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AMOR PRA QUE NASCEU – MARTINHO DA VILA

AMOR PRA QUE NASCEU – MARTINHO DA VILA
1969 - Martinho da Vila - Martinho da Vila

Ai amor
Pra que nasceu
Com a missão de ser amor
Sem fim
E pra que
Me convenceu
Que eu era seu e que você nasceu pra mim
Pra que me
Multipliquei
E a mim somei você
Sem calcular
Que o sentimento que provém de um doce olhar
É sofrimento é só
Tormento e faz chorar
Que o sentimento que provém de um doce olhar
É sofrimento é só
Tormento e faz chorar
Uma flor nasceu
Outra floresceu
Você não pensou nas flores que o amor nos deu
Nem soube lutar
Pelo nosso amor
E ficou a dor
Neste nosso olhar
Nem soube lutar
Pelo nosso amor
E
E ficou a dor
Neste nosso olhar
E ficou a dor
Neste nosso olhar
E ficou
E ficou a dor
Neste nosso olhar


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quinta-feira, 6 de março de 2014

TRISTEZA DE MALANDRO - ZUZUCA

TRISTEZA DE MALANDRO - ZUZUCA
1968 – Martinho da Vila e seus Amigos – Nem todo crioulo é doido
(Bala e Zuzuca)

Quando a escola desceu
E o morro ficou
Sozinho sem ninguém
Ah
Como o malandro chorou
Por não poder descer também
Ah
Como o malandro chorou
Por não poder descer também
Quando a escola
Quando a escola desceu
E o morro ficou
Sozinho sem ninguém
Ah
Como o malandro chorou
Por não poder descer também
Ah
Como o malandro chorou
Por não poder descer também
Era carnaval
E o coitado chorara
Sozinho sem ninguém
Porque não podia
Naquele dia descer o morro também
Porque não podia
Naquele dia descer o morro também
Quando a escola
Quando a escola desceu
E o morro ficou
Sozinho sem ninguém
Ah
Como o malandro chorou
Por não poder descer também
Era carnaval
E o coitado chorara
Sozinho sem ninguém
Porque não podia
Naquele dia descer o morro também
Porque não podia
Naquele dia descer o morro também
Quando a escola
Quando a escola desceu
E o morro ficou
Sozinho sem ninguém
Ah
Como o malandro chorou
Por não poder descer também
Ah
Como o malandro chorou
Por não poder descer também
Por não poder descer também
Por não poder descer também
Por não poder descer também

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SOU DE OPINIÃO - DARCY DA MANGUEIRA

SOU DE OPINIÃO - DARCY DA MANGUEIRA
1968 – Martinho da Vila e seus Amigos – Nem todo crioulo é doido

Lá, laiá, laiá!
Lá, laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Lá, laiá, laiá!
Lá, laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Adeus
Eu louvo a Deus
Pra não ferir
Seu coração
Tenha paciência
Sou de opinião
É demais a sua ingratidão
Tenha paciência
Sou de opinião
É demais a sua ingratidão
Em minha vida só tristeza e solidão
Ai, ai, meu Deus como dói meu coração
Tenho a esperança
De encontrar alguém
Que me faça feliz também
Tenho a esperança
De encontrar alguém
Que me faça feliz também
Adeus
Eu louvo a Deus
Pra não ferir
Seu coração
Tenha paciência
Sou de opinião
É demais a sua ingratidão
Tenha paciência
Sou de opinião
É demais a sua ingratidão
Em minha vida só tristeza e solidão
Ai, ai, meu Deus como dói meu coração
Tenho a esperança
De encontrar alguém
Que me faça feliz também
Tenho a esperança
De encontrar alguém
Que me faça feliz também
Lá, laiá, laiá!
Lá, laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!
Lá, laiá, laiá!
Lá, laiá, laiá!
Lá, lá, laiá, laiá!

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