LÍNGUA DE PILÃO - ELZA SOARES
De: Elza da Conceição Soares
1877
Chorou, chorou
Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou
Chorou, chorou
Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou
Galo cantou meia-noite
No meio da plantação
Meu café só sai gostoso
Quando tiro do pilão
Negra da canela fina
Preferida do feitor
Foi-se embora pra fazenda
Três vinténs foi quem comprou
E o menino chorou
Chorou, chorou
Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou
Chorou, chorou
Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou
Negro do pé espalhado
Nunca foi trabalhador
Era muito respeitado
Pois foi guia do feitor
Feiticeiro Nhô Nhô
Chorou, chorou
Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou
Chorou, chorou
Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou
Eu fui pau, chicote, pedra
Queda, pó, chicote pau
Eu rezava Ave-Maria
Pedindo Agô pra livrar-me do mal
Jogando maculelê
Congo, jongo, capoeira
Dia e noite, noite e dia
De segunda a sexta-feira
E o menino chorou
Chorou, chorou
Benedito Canela Fina
Aquele respeito
É, velho Belém
Velho Aniceto
Tia Neném do Salgueiro
Tia Vicentina
Mamãe Clementina, como eu te quero bem
Olha, a todo povo da Bahia, em nome da minha mãe Stella
Do Afonjá
Vou até Recife
A bênção pai Edu
A bênção a todos vocês
Todo pessoal de Jango
Capoeira
E eu aqui
As lavadeiras do a beira do Rio, que legal
Eita, viva a raça
Vovó Teresa
Da Serrinha mais uma vez os meus respeitos
Porque o menino chorou, minha gente
E como chora o menino
Ih!
É Congo, jongo, capoeira
Quanta gente boa que a gente não pode dizer o nome
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