Resumo dos samba-rock

quinta-feira, 28 de maio de 2026

LÍNGUA DE PILÃO - ELZA SOARES

LÍNGUA DE PILÃO - ELZA SOARES

De: Elza da Conceição Soares

1877


Chorou, chorou

Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou

Chorou, chorou

Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou

Galo cantou meia-noite

No meio da plantação

Meu café só sai gostoso

Quando tiro do pilão

Negra da canela fina

Preferida do feitor

Foi-se embora pra fazenda

Três vinténs foi quem comprou

E o menino chorou

Chorou, chorou

Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou

Chorou, chorou

Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou

Negro do pé espalhado

Nunca foi trabalhador

Era muito respeitado

Pois foi guia do feitor

Feiticeiro Nhô Nhô

Chorou, chorou

Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou

Chorou, chorou

Quando deu meia-noite esse pobre menino chorou

Eu fui pau, chicote, pedra

Queda, pó, chicote pau

Eu rezava Ave-Maria

Pedindo Agô pra livrar-me do mal

Jogando maculelê

Congo, jongo, capoeira

Dia e noite, noite e dia

De segunda a sexta-feira

E o menino chorou

Chorou, chorou

Benedito Canela Fina

Aquele respeito

É, velho Belém

Velho Aniceto

Tia Neném do Salgueiro

Tia Vicentina

Mamãe Clementina, como eu te quero bem

Olha, a todo povo da Bahia, em nome da minha mãe Stella

Do Afonjá

Vou até Recife

A bênção pai Edu

A bênção a todos vocês

Todo pessoal de Jango

Capoeira

E eu aqui

As lavadeiras do a beira do Rio, que legal

Eita, viva a raça

Vovó Teresa

Da Serrinha mais uma vez os meus respeitos

Porque o menino chorou, minha gente

E como chora o menino

Ih!

É Congo, jongo, capoeira

Quanta gente boa que a gente não pode dizer o nome


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