Resumo dos samba-rock

segunda-feira, 2 de março de 2026

SOLO DE PISTON - ALCIONE

SOLO DE PISTON - ALCIONE

De: Antônio Oliveira (Totonho) / Paulo Rezende

1977


Eu às vezes paro numa esquina do tempo

E deixo o pensamento ir visitar o passado

Volto a caminhar nas ruas de São Luiz

Ah! Meu Deus aquilo sim era ser feliz

Corro novamente pelas ruas descalça

Ouço antigas valsas das serestas de então

Cada vez mais fundo eu vou no meu devaneio

Saudade que me veio lá do Maranhão

Volto a minha escola e a bruxinha de pano

Ao jogo de bola e sou criança outra vez

Sob a batuta do meu velho no coreto

Toco na pracinha um dobrado e um minueto

Passo pela praça e minha turma me espera

Mas minha quimera dura pouco

Como tudo que é bom

Então eu volto outra vez à realidade

Pra matar minha saudade eu faço um solo de piston

Então eu volto outra vez à realidade

Pra matar minha saudade faço um solo de piston

Eu às vezes paro numa esquina do tempo

E deixo o pensamento ir visitar o passado

Volto a caminhar nas ruas de São Luiz

Ah! Meu Deus aquilo sim era ser feliz

Corro novamente pelas ruas descalça

Ouço antigas valsas das serestas de então

Cada vez mais fundo eu vou no meu devaneio

Saudade que me veio lá do Maranhão

Volto a minha escola e a bruxinha de pano

Ao jogo de bola e sou criança outra vez

Sob a batuta do meu velho no coreto

Toco na pracinha um dobrado e um minueto

Passo pela praça e minha turma me espera

Mas minha quimera dura pouco

Como tudo que é bom

Então eu volto outra vez à realidade

Pra matar minha saudade eu faço um solo de piston

Então eu volto outra vez à realidade

Pra matar minha saudade eu faço um solo de piston


letrasdesambarock.blogspot.com.br

SEJAS MAR OU BEIJA-FLOR - TOTONHO

SEJAS MAR OU BEIJA-FLOR - TOTONHO

De: Antônio Oliveira (Totonho) / Paulo Rezende

1977


Ah! Quem vem chegando

Passarinho da manhã pra flor beijar

É o mar sambando

Entornado na avenida a desfilar

Ah! Quem vem chegando

Passarinho da manhã pra flor beijar

É o mar sambando

Entornado na avenida a desfilar

Colibri da madrugada

Só você sabe cantar

Avenida iluminada onde eu venho te escutar

Do seu pranto com certeza

A pureza meio a vida

E do seu azul turquesa

A beleza foi colhida

Alto mar de ondas calmas

Minha escola meu amor

Pra você dou minhas palmas

Sejas mar ou beija-flor

Eu só sei que no desfile

Quando escuto os seus tambores

Não há nada que me grile

Lá se vão as minhas dores

Ah! Quem vem chegando

Passarinho da manhã pra flor beijar

É o mar sambando

Entornado na avenida a desfilar

Oceano infinito

Só de ver você passar

Me arrepio, canto e grito

Chego mesmo até chorar

Imagine se algum dia

Eu puder me transformar

Numa gota fantasia

E em você ir desaguar

Colibri da madrugada

Minha escola meu amor

No teu samba fiz morada

Sejas mar ou beija-flor

Eu só sei que no desfile

Quando escuto os seus tambores

Não há nada que me grile

Lá se vão as minhas dores

Ah! Quem vem chegando

Passarinho da manhã pra flor beijar

É o mar sambando

Entornado na avenida a desfilar

Entornado na avenida a desfilar

Entornado na avenida a desfilar

Entornado na avenida a desfilar


letrasdesambarock.blogspot.com.br

RECUSA - ALCIONE

RECUSA - ALCIONE

De: Paulo de Souza (Paulo Debetio) / Paulo Rezende

1977


Você me procura na hora do almoço

Me agarra, me cheira, me deixa à vontade

Me traga, me afaga, me aperta o pescoço

Depois me abandona na dona saudade

Me irrita e me agita, me diz pra esperar

Que a hora do lanche não tarda a chegar

Eu me desespero por esta recusa

Me sinto uma intrusa, mas fico a esperar

Quando o telefone me chama eu atendo

É você dizendo que não vem lanchar

Que tem compromisso com isso e aquilo

Me pede tranquilo pra eu me guardar

Pro jantar

Aí, é hora de sofrer

Lutar pra não morrer

De morte tão vulgar

Amor cuidado com o desdém

Pois quem tem um, não tem

Nenhum pra consolar

Na nora da janta, você vem calado

Me dá o desprezo, diz que está cansado

Se farta na mesa, depois vai deitar

Nem vê a tristeza que escondo no olhar

Se vira pro canto e começa a roncar

Lá vou eu de novo no pranto afogar

Aí, é hora de sofrer

Lutar pra não morrer

De morte tão vulgar

Amor cuidado com o desdém

Pois quem tem um, não tem

Nenhum pra consolar

Aí, é hora de sofrer

Lutar pra não morrer

De morte tão vulgar

Amor cuidado com o desdém

Pois quem tem um, não tem

Nenhum pra consolar

Aí, é hora de sofrer

Lutar pra não morrer

De morte tão vulgar

Amor cuidado com o desdém

Pois quem tem um, não tem

Nenhum pra consolar


letrasdesambarock.blogspot.com.br