Resumo dos samba-rock

domingo, 28 de dezembro de 2025

BAIANEIRO - NADINHO DA ILHA

BAIANEIRO - NADINHO DA ILHA

De: Armando Fernandes de Aguiar (Mamão)

1973


Nasci ao meio-dia

Na divisa de Minas com a Bahia

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Maria Aparecida Conceição, minha mãe

Meu pai

Juca Geraldo da Paixão

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Não tenho berimbau e nem viola

Consola por banca sem ser banqueiro

Quem planta o cacau é o baiano

Quem guarda o cacau é o mineiro

Quem planta o cacau é o baiano

Quem guarda o cacau é o mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Calamidade mineira é tromba d'água

Tragédia baiana é falta d'água

Nem todo baiano é banqueiro

Mas todo banqueiro é mineiro

Nem todo baiano é banqueiro

Mas todo banqueiro é mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

No céu digo salve o padroeiro

Na terra eu dou viva pro dinheiro

Compadre baiano é macumbeiro

Compadre mineiro é fazendeiro

Compadre baiano é macumbeiro

Padre mineiro é fazendeiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro


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sábado, 27 de dezembro de 2025

PENHA LAPA - AZES DA MELODIA

PENHA LAPA - AZES DA MELODIA

De: Ivan Pires / Domenico Castro (Doca)

1973


Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Mamãe dorme sossegada

Já não fica mais preocupada

Eu vou à Penha a qualquer hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Mamãe dorme sossegada

Já não fica mais preocupada

Eu vou à Penha a qualquer hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Lapa Penha!


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

JÁ FUI SAMBISTA – MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL

JÁ FUI SAMBISTA – MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL

(Nézinho)

1975


Peço licença aos senhores

Que são admiradores

Deste ritmo quente que é o samba

Venho através dos meus versos

Relembrar os sucessos

Quando eu tive a nobreza de bamba

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Vai, vai meu samba

Penetra no coração da mulata

Deixa que ela sinta o prazer

De gritar teu nome em voz bem alta

Semeia o teu micróbio no terreiro

Para o povo ver de perto que tu és

Orgulho deste torrão Brasileiro

Peço licença aos senhores

Peço licença aos senhores

Que são admiradores

Deste ritmo quente que é o samba

Venho através dos meus versos

Relembrar os sucessos

Quando eu tive a nobreza de bamba

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Vai, vai meu samba

Penetra no coração da mulata

Deixa que ela sinta o prazer

De gritar teu nome em voz bem alta

Semeia o teu micróbio no terreiro

Para o povo ver de perto que tu és

Orgulho deste torrão Brasileiro

Peço licença aos senhores


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O CARIOCA - JAIR RODRIGUES

O CARIOCA - JAIR RODRIGUES

(Ary Alves de Souza / Otacilio de Souza)

1975


Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Tá bonito!

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

O carioca é aquele que deita na sombra na hora do almoço

Está quase sempre com ar de bom moço

Que bate uma bola até com o caroço

Com um São Jorge no pescoço

O carioca é aquele que paga um mês quando já deve seis

Está quase sempre com ar de burguês

Que nunca faz nada e diz que já fez

Ele não pensa na vida

Tem sempre uma nega, a sua Margarida

Come na pensão, não carrega marmita

Adora cerveja e também a batida

E que batida, hein?!

E quando vai pro estádio vai para a geral

Pula para as cadeiras

Xinga o juiz (Viana), mas é brincadeira

Se ganha o Mengão logo tem bebedeira

0 carioca é aquele

Que sai na Escola de Samba

Lá na Avenida ele é um bamba

0 carioca é aquele

Que pelo Rio se inflama

Arpoador, Copacabana,

0 carioca é aquele

Que vive de gozação

Mas ama seus companheiros

Pois todos são seu irmão

Essa não!

Como é que é ô meu, tá a fim de tirar uma chinfra comigo?

Tás pensando que eu sou loque, meu?

Aqui é mais em cima, a gente passa é a vassoura

Porque aqui o buraco é mais embaixo, onde passa é o rodo

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Vai morrer, ô vagabundo!

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

O carioca é aquele que deita na sombra na hora do almoço

Está quase sempre com ar de bom moço

Que bate uma bola até com o caroço

Com um São Jorge no pescoço

O carioca é aquele que paga um mês quando já deve seis

Está quase sempre com ar de burguês

Que nunca faz nada e diz que já fez

Ele não pensa na vida

Tem sempre uma nega, a sua Margarida

Come na pensão, não carrega marmita

Adora cerveja e também a batida

Batida, hein?!

E quando vai pro estádio vai para a geral

Pula para as cadeiras

Xinga o juiz (ladrão), mas é brincadeira

Se ganha o Mengão logo tem bebedeira

0 carioca é aquele

Que sai na Escola de Samba

Lá na Avenida ele é um bamba

0 carioca é aquele

Que pelo Rio se inflama

Arpoador, Copacabana,

0 carioca é aquele

Que vive de gozação

Mas ama seus companheiros

E todos são seu irmão

Essa não!

Aê, ô meu compadre, to com um bagulho da melhor qualidade pra passar pro senhor

Pro senhor arrebentar a boca do balão, vai ou fica?

Que é isso rapaz, vai roubar pra ser preso?

Tá pensando que eu sou trouxa?

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá (sem essa malandro)

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

Vai morrer, vagabundo

Laiá, laiá, laiá

Vai embarcar nesse trem

Laiá, laiá, laiá

Que isso, rapaz

Laiá, laiá, laiá

Aqui em cima a gente tá passando na vassoura, rapaz

Laiá, laiá, laiá, laiá

E aqui a gente passa o rodo toda hora

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

MEU PIRÃO PRIMEIRO – DELCIO CARVALHO, NOCA DA PORTELA E ZÉ DO MARANHÃO

MEU PIRÃO PRIMEIRO – DELCIO CARVALHO, NOCA DA PORTELA E ZÉ DO MARANHÃO

(Delcio Carvalho)

1976


Ô gente, tá faltando comida aí, hein?!

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Eu já tô com a voz cansada

Tô fraquinho, meu irmão

Tô com a barriga doendo

Veja que situação

Bota logo a feijoada

Que se não posso voar

Tripa fina e tripa grossa

Já começaram a brigar

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha, farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

O jejum que estou fazendo

Não é por religião

Moro longe e meu salário

Gasto só na condução

Você tem tudo na vida

Mas não faz uma franqueza

Nunca rebolei os queixos

Na beira da sua mesa

Farinha, farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Se não botar esse rango

Eu não sei como vai ser

Já estou ficando bambo

Com o corpo todinho a tremer

Tô fazendo uma dieta

Só eu sei qual a razão

Já faz tempo que não vejo

Um prato cheinho de arroz com feijão

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Sonhei que fui numa festa

Muito bem acompanhado

Ah! Como tinha comida e bebida

Rolando pra todo lado

Quando acordei com pancada levei bofetada e não tive colher

Estava dando dentada na parte carnuda da minha mulher

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro


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sábado, 20 de dezembro de 2025

MARIA DEVAGAR – BETINHO DA BALANÇA

MARIA DEVAGAR – BETINHO DA BALANÇA

(Claudionor Santana / Gilberto da Silva)

1976


Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu nem quero me lembrar

O que Maria já fez

Por causa de uma cachaça

Quase mata o português

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu conheço esta mulher

Ela não é brincadeira

Ela bebe, joga e fuma

Ela brinca capoeira

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Sertanejo é quem espera

O mau tempo melhorar

Antes que o caldo entorne

Eu já vou me retirar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu conheço esta mulher

Ela não é brincadeira

Ela joga, bebe e fuma

Ela brinca capoeira

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu nem quero me lembrar

O que Maria já fez

Por causa de uma cachaça

Quase mata o português

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Sertanejo é quem espera

O mau tempo melhorar

Antes que o caldo entorne

Eu já vou me retirar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar


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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

BARRA PESADA (ONDE MORO LADRÃO TEM MEDO DE IR) - DICRÓ

BARRA PESADA (ONDE MORO LADRÃO TEM MEDO DE IR) - DICRÓ

De: Carlos Roberto Oliveira (Dicró)

1976


No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

É isso aí!

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

Ladrão não anda de noite

Porque tem medo de ser assaltado

Já viraram o camburão

Eta lugar carregado

Um cara foi assaltado

Por quatro sujeitos barbudos

Levaram o dinheiro do cara

E o anel com dedo e tudo

Eta lugar

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

Gente, parece piada

Mas é perigoso de fato

A bandeira lá do meu lugar

Tem o retrato de um gato

Um motorista de entrega

Está bobo até agora

Roubaram o pneu do seu carro

A sessenta quilômetros a hora

Eta lugar

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

E na semana passada veja o que me aconteceu

O dente do cara doeu

Ele mandou arrancar o meu

O vizinho que foi receber

Um auxílio à natalidade

Chegou um malandro e tomou

Dizendo que era o pai de verdade

Eta lugar

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

NA BEIRA DO MANGUE - JAIR RODRIGUES

NA BEIRA DO MANGUE - JAIR RODRIGUES

De: Ary Alves de Souza (Ary do Cavaco) / Roque José Xavier (Roque do Plá)

1976


Na cidade nova também vou morar

Pois o carnaval também já foi pra lá

Eu sei que o progresso o mangue vai fechar

Quem ornamentou foi Barão de Mauá

Até o metrô já vai passar por lá

Pois tudo quer que chega lá tem que chegar

Eu vou morar

Na beira do mangue

Tudo está lá

Na beira do mangue

Eu sei que vou ficar

Na beira do mangue

De papo pro ar

Na beira do mangue

O Mangue tem na zona centro e zona norte

Na suburbana a correnteza é muito forte

Zona rural, zona da mata e da morte

E a do agrião que é perigosa no esporte

Quem sai da zona norte e vai pra zona sul

Quem sai do Ipanema e vai pro Caju

Quem sai lá do Flamengo e vai pra Bangu

Quem vem aqui pro centro de Nova Iguaçu

Aonde tem que passar

Na beira do mangue

Tudo está lá

Na beira do mangue

Eu sei que vou ficar

Na beira do mangue

De papo pro ar

Na beira do mangue

Na cidade nova também vou morar

Pois o carnaval também já foi pra lá

Eu sei que o progresso o mangue vai fechar

Quem ornamentou foi Barão de Mauá

Até o metrô já vai passar por lá

Pois tudo quer que chega lá tem que chegar

Eu vou morar

Na beira do mangue

Tudo está lá

Na beira do mangue

É eu vou ficar

Na beira do mangue

De papo pro ar

Na beira do mangue

O Mangue tem na zona centro e zona norte

Na suburbana a correnteza é muito forte

Zona rural, zona da mata e da morte

E a do agrião que é perigosa no esporte

Quem sai da zona norte e vai pra zona sul

Quem sai do Ipanema e vai pro Caju

Quem sai lá do Flamengo e vai pra Bangu

Quem vem aqui pro centro de Nova Iguaçu

Aonde tem que passar

Na beira do Mangue

Tudo está lá

Na beira do Mangue

É eu vou pra lá

Na beira do Mangue

Eu sei que vou ficar

Na beira do Mangue


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