Resumo dos samba-rock

domingo, 28 de dezembro de 2025

BAIANEIRO - NADINHO DA ILHA

BAIANEIRO - NADINHO DA ILHA

De: Armando Fernandes de Aguiar (Mamão)

1973


Nasci ao meio-dia

Na divisa de Minas com a Bahia

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Maria Aparecida Conceição, minha mãe

Meu pai

Juca Geraldo da Paixão

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Ah! Eu sou baianeiro Maneco Paixão da Conceição

Não tenho berimbau e nem viola

Consola por banca sem ser banqueiro

Quem planta o cacau é o baiano

Quem guarda o cacau é o mineiro

Quem planta o cacau é o baiano

Quem guarda o cacau é o mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Calamidade mineira é tromba d'água

Tragédia baiana é falta d'água

Nem todo baiano é banqueiro

Mas todo banqueiro é mineiro

Nem todo baiano é banqueiro

Mas todo banqueiro é mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

No céu digo salve o padroeiro

Na terra eu dou viva pro dinheiro

Compadre baiano é macumbeiro

Compadre mineiro é fazendeiro

Compadre baiano é macumbeiro

Padre mineiro é fazendeiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro

Ah! Eu sou baianeiro, metade baiano metade mineiro


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sábado, 27 de dezembro de 2025

PENHA LAPA - AZES DA MELODIA

PENHA LAPA - AZES DA MELODIA

De: Ivan Pires / Domenico Castro (Doca)

1973


Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Mamãe dorme sossegada

Já não fica mais preocupada

Eu vou à Penha a qualquer hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Eu já posso ficar

Com você até de manhã

Já não pego mais o trem das onze

Nem moro mais em Jaçanã

Mamãe dorme sossegada

Já não fica mais preocupada

Eu vou à Penha a qualquer hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Lapa Penha tem condução a toda hora

Lapa Penha!


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sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

JÁ FUI SAMBISTA – MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL

JÁ FUI SAMBISTA – MOCIDADE INDEPENDENTE DE PADRE MIGUEL

(Nézinho)

1975


Peço licença aos senhores

Que são admiradores

Deste ritmo quente que é o samba

Venho através dos meus versos

Relembrar os sucessos

Quando eu tive a nobreza de bamba

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Vai, vai meu samba

Penetra no coração da mulata

Deixa que ela sinta o prazer

De gritar teu nome em voz bem alta

Semeia o teu micróbio no terreiro

Para o povo ver de perto que tu és

Orgulho deste torrão Brasileiro

Peço licença aos senhores

Peço licença aos senhores

Que são admiradores

Deste ritmo quente que é o samba

Venho através dos meus versos

Relembrar os sucessos

Quando eu tive a nobreza de bamba

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Já fui sambista

Tive glórias no passado

Mas no meu ponto de vista

0 samba será sempre considerado

Vai, vai meu samba

Penetra no coração da mulata

Deixa que ela sinta o prazer

De gritar teu nome em voz bem alta

Semeia o teu micróbio no terreiro

Para o povo ver de perto que tu és

Orgulho deste torrão Brasileiro

Peço licença aos senhores


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O CARIOCA - JAIR RODRIGUES

O CARIOCA - JAIR RODRIGUES

(Ary Alves de Souza / Otacilio de Souza)

1975


Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Tá bonito!

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

O carioca é aquele que deita na sombra na hora do almoço

Está quase sempre com ar de bom moço

Que bate uma bola até com o caroço

Com um São Jorge no pescoço

O carioca é aquele que paga um mês quando já deve seis

Está quase sempre com ar de burguês

Que nunca faz nada e diz que já fez

Ele não pensa na vida

Tem sempre uma nega, a sua Margarida

Come na pensão, não carrega marmita

Adora cerveja e também a batida

E que batida, hein?!

E quando vai pro estádio vai para a geral

Pula para as cadeiras

Xinga o juiz (Viana), mas é brincadeira

Se ganha o Mengão logo tem bebedeira

0 carioca é aquele

Que sai na Escola de Samba

Lá na Avenida ele é um bamba

0 carioca é aquele

Que pelo Rio se inflama

Arpoador, Copacabana,

0 carioca é aquele

Que vive de gozação

Mas ama seus companheiros

Pois todos são seu irmão

Essa não!

Como é que é ô meu, tá a fim de tirar uma chinfra comigo?

Tás pensando que eu sou loque, meu?

Aqui é mais em cima, a gente passa é a vassoura

Porque aqui o buraco é mais embaixo, onde passa é o rodo

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Vai morrer, ô vagabundo!

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

O carioca é aquele que deita na sombra na hora do almoço

Está quase sempre com ar de bom moço

Que bate uma bola até com o caroço

Com um São Jorge no pescoço

O carioca é aquele que paga um mês quando já deve seis

Está quase sempre com ar de burguês

Que nunca faz nada e diz que já fez

Ele não pensa na vida

Tem sempre uma nega, a sua Margarida

Come na pensão, não carrega marmita

Adora cerveja e também a batida

Batida, hein?!

E quando vai pro estádio vai para a geral

Pula para as cadeiras

Xinga o juiz (ladrão), mas é brincadeira

Se ganha o Mengão logo tem bebedeira

0 carioca é aquele

Que sai na Escola de Samba

Lá na Avenida ele é um bamba

0 carioca é aquele

Que pelo Rio se inflama

Arpoador, Copacabana,

0 carioca é aquele

Que vive de gozação

Mas ama seus companheiros

E todos são seu irmão

Essa não!

Aê, ô meu compadre, to com um bagulho da melhor qualidade pra passar pro senhor

Pro senhor arrebentar a boca do balão, vai ou fica?

Que é isso rapaz, vai roubar pra ser preso?

Tá pensando que eu sou trouxa?

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá (sem essa malandro)

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá, laiá

Vai morrer, vagabundo

Laiá, laiá, laiá

Vai embarcar nesse trem

Laiá, laiá, laiá

Que isso, rapaz

Laiá, laiá, laiá

Aqui em cima a gente tá passando na vassoura, rapaz

Laiá, laiá, laiá, laiá

E aqui a gente passa o rodo toda hora

Laiá, laiá, laiá

Laiá, laiá, laiá


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

MEU PIRÃO PRIMEIRO – DELCIO CARVALHO, NOCA DA PORTELA E ZÉ DO MARANHÃO

MEU PIRÃO PRIMEIRO – DELCIO CARVALHO, NOCA DA PORTELA E ZÉ DO MARANHÃO

(Delcio Carvalho)

1976


Ô gente, tá faltando comida aí, hein?!

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Eu já tô com a voz cansada

Tô fraquinho, meu irmão

Tô com a barriga doendo

Veja que situação

Bota logo a feijoada

Que se não posso voar

Tripa fina e tripa grossa

Já começaram a brigar

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha, farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

O jejum que estou fazendo

Não é por religião

Moro longe e meu salário

Gasto só na condução

Você tem tudo na vida

Mas não faz uma franqueza

Nunca rebolei os queixos

Na beira da sua mesa

Farinha, farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Se não botar esse rango

Eu não sei como vai ser

Já estou ficando bambo

Com o corpo todinho a tremer

Tô fazendo uma dieta

Só eu sei qual a razão

Já faz tempo que não vejo

Um prato cheinho de arroz com feijão

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Sonhei que fui numa festa

Muito bem acompanhado

Ah! Como tinha comida e bebida

Rolando pra todo lado

Quando acordei com pancada levei bofetada e não tive colher

Estava dando dentada na parte carnuda da minha mulher

Farinha

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro

Farinha pouca

Meu pirão primeiro

Quem tá com fome não pode ser cavalheiro


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sábado, 20 de dezembro de 2025

MARIA DEVAGAR – BETINHO DA BALANÇA

MARIA DEVAGAR – BETINHO DA BALANÇA

(Claudionor Santana / Gilberto da Silva)

1976


Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu nem quero me lembrar

O que Maria já fez

Por causa de uma cachaça

Quase mata o português

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu conheço esta mulher

Ela não é brincadeira

Ela bebe, joga e fuma

Ela brinca capoeira

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Sertanejo é quem espera

O mau tempo melhorar

Antes que o caldo entorne

Eu já vou me retirar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu conheço esta mulher

Ela não é brincadeira

Ela joga, bebe e fuma

Ela brinca capoeira

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Eu nem quero me lembrar

O que Maria já fez

Por causa de uma cachaça

Quase mata o português

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Sertanejo é quem espera

O mau tempo melhorar

Antes que o caldo entorne

Eu já vou me retirar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar

Dona Maria devagar

Mata boi sem segurar


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terça-feira, 16 de dezembro de 2025

BARRA PESADA (ONDE MORO LADRÃO TEM MEDO DE IR) - DICRÓ

BARRA PESADA (ONDE MORO LADRÃO TEM MEDO DE IR) - DICRÓ

De: Carlos Roberto Oliveira (Dicró)

1976


No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

É isso aí!

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

Ladrão não anda de noite

Porque tem medo de ser assaltado

Já viraram o camburão

Eta lugar carregado

Um cara foi assaltado

Por quatro sujeitos barbudos

Levaram o dinheiro do cara

E o anel com dedo e tudo

Eta lugar

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

Gente, parece piada

Mas é perigoso de fato

A bandeira lá do meu lugar

Tem o retrato de um gato

Um motorista de entrega

Está bobo até agora

Roubaram o pneu do seu carro

A sessenta quilômetros a hora

Eta lugar

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

E na semana passada veja o que me aconteceu

O dente do cara doeu

Ele mandou arrancar o meu

O vizinho que foi receber

Um auxílio à natalidade

Chegou um malandro e tomou

Dizendo que era o pai de verdade

Eta lugar

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi

No lugar onde moro até ladrão tem medo de ir

Eta lugar perigoso

Igual aquele eu nunca vi


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

NA BEIRA DO MANGUE - JAIR RODRIGUES

NA BEIRA DO MANGUE - JAIR RODRIGUES

De: Ary Alves de Souza (Ary do Cavaco) / Roque José Xavier (Roque do Plá)

1976


Na cidade nova também vou morar

Pois o carnaval também já foi pra lá

Eu sei que o progresso o mangue vai fechar

Quem ornamentou foi Barão de Mauá

Até o metrô já vai passar por lá

Pois tudo quer que chega lá tem que chegar

Eu vou morar

Na beira do mangue

Tudo está lá

Na beira do mangue

Eu sei que vou ficar

Na beira do mangue

De papo pro ar

Na beira do mangue

O Mangue tem na zona centro e zona norte

Na suburbana a correnteza é muito forte

Zona rural, zona da mata e da morte

E a do agrião que é perigosa no esporte

Quem sai da zona norte e vai pra zona sul

Quem sai do Ipanema e vai pro Caju

Quem sai lá do Flamengo e vai pra Bangu

Quem vem aqui pro centro de Nova Iguaçu

Aonde tem que passar

Na beira do mangue

Tudo está lá

Na beira do mangue

Eu sei que vou ficar

Na beira do mangue

De papo pro ar

Na beira do mangue

Na cidade nova também vou morar

Pois o carnaval também já foi pra lá

Eu sei que o progresso o mangue vai fechar

Quem ornamentou foi Barão de Mauá

Até o metrô já vai passar por lá

Pois tudo quer que chega lá tem que chegar

Eu vou morar

Na beira do mangue

Tudo está lá

Na beira do mangue

É eu vou ficar

Na beira do mangue

De papo pro ar

Na beira do mangue

O Mangue tem na zona centro e zona norte

Na suburbana a correnteza é muito forte

Zona rural, zona da mata e da morte

E a do agrião que é perigosa no esporte

Quem sai da zona norte e vai pra zona sul

Quem sai do Ipanema e vai pro Caju

Quem sai lá do Flamengo e vai pra Bangu

Quem vem aqui pro centro de Nova Iguaçu

Aonde tem que passar

Na beira do Mangue

Tudo está lá

Na beira do Mangue

É eu vou pra lá

Na beira do Mangue

Eu sei que vou ficar

Na beira do Mangue


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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

CARA BACANA - NELSON CEBOLA

CARA BACANA - NELSON CEBOLA

De: Nelson Reis Conceição (Nelson Cebola)

1976


Aonde eu moro tem um botequim

Viola, pandeiro e até tamborim

Onde eu moro tem um botequim

Viola, pandeiro e até tamborim

E o dono é um cara bacana

Só pago o que eu devo no fim da semana, viu?

E o dono é um cara bacana

Só pago o que eu devo no fim da semana

Tem uma de litro que matou o guarda

Mas eu me seguro estou sempre legal

Malandro é o gato que salta de banda

Mas vira batuque quando é carnaval

Malandro é o gato que salta de banda

Mas vira batuque quando é carnaval

A rapaziada diz que eu sou legal

Sou um papo firme com muita moral

Não marco bobeira já tô com quarenta

Meu apelido é pedra noventa

Não marco bobeira já estou com quarenta

Meu apelido é pedra noventa

Tem gente que bebe não sabe o que diz

Vivendo assim eu vivo feliz

Eu vivo pro samba e a mulata pra mim

A felicidade que eu penso é assim

Eu vivo pro samba e a mulata pra mim

A felicidade que eu penso é assim

Ih! Aonde eu moro tem um botequim

Viola, pandeiro e até tamborim, viu?

Onde eu moro tem um botequim

Viola, pandeiro e até tamborim

E o dono é um cara bacana

Só pago o que eu devo no fim da semana, viu?

E o dono é um cara bacana

Só pago o que eu devo no fim da semana

E o dono é um cara bacana

Só pago o que eu devo no fim da

E o dono é um cara bacana

Só pago o que eu devo no fim da semana


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sexta-feira, 14 de novembro de 2025

EU PONHO A MÃO NO FOGO - DICRÓ

EU PONHO A MÃO NO FOGO - DICRÓ

De: Carlos Roberto Oliveira (Dicró)

1976


Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Olha que eu já disse que posso botar

Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

É a minha mulher é mulata

E olha que eu sou escurinho

Mas meu garoto nasceu

Totalmente moreninho

Ela tem barriga limpa

É um dom que Deus lhe deu

Porque na minha família

Só quem é preto sou eu

Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Olha que eu já disse que posso botar

Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Eu já ando preocupado com o que lhe aconteceu

Umas manchas toda roxa

No seu pescoço apareceu

Isto é carne estragada

Que a minha nega comeu

Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Ei menina eu já disse que posso botar

Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Saio na segunda-feira

Só volto pra casa domingo

Eu confio em minha preta

Ciúme eu não tenho um pingo

Ela não fica sozinha

O meu primo é sua companhia

Ele é sangue do meu sangue

Gente que a gente confia

Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Menina eu já disse que posso botar

Por ela eu boto a mão no fogo

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Olha que eu já disse que posso botar

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Pode botar

Sem ter medo de queimar

Pode botar

Sem ter medo de queimar


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sábado, 25 de outubro de 2025

ENQUANTO A CIDADE DORME – JAIR DO CAVAQUINHO E NELSON CAVAQUINHO

ENQUANTO A CIDADE DORME – JAIR DO CAVAQUINHO E NELSON CAVAQUINHO

De: Nelson Antônio da Silva (Nelson Cavaquinho) / Jair de Araújo Costa (Jair do Cavaquinho)

1975


Enquanto a cidade dorme

Meu sofrimento é desconforme

Eu já perdi a esperança

Meu coração pede vingança

Enquanto a cidade dorme

Meu sofrimento é desconforme

Eu já perdi a esperança

Meu coração pede vingança

Estou vingado em lhe ver sofrer demais

Eu não sabia que não me querias mais

Foi bem melhor tudo terminar

Vou colocar minha cabeça no lugar

Enquanto a cidade dorme

Enquanto a cidade dorme

Meu sofrimento é desconforme

Eu já perdi a esperança

Meu coração pede vingança

Enquanto a cidade dorme

Meu sofrimento é desconforme

Eu já perdi a esperança

Meu coração pede vingança

Estou vingado em lhe ver sofrer demais

Eu não sabia que não me querias mais

Foi bem melhor tudo terminar

Vou colocar minha cabeça no lugar

Vou colocar minha cabeça no lugar

Vou colocar minha cabeça no lugar


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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

O MESMO DE OUTRORA - AROLDO SANTOS

O MESMO DE OUTRORA - AROLDO SANTOS

De: Aroldo dos Santos / Augusto Nunes

1975


Ainda sou o mesmo de outrora

E não vou mudar de opinião

Não, não

Não é você que chegou agora

Que vai mudar as batidas do meu coração

Mas infelizmente é impossível

Só pra você totalmente fazer-me mudar

Não me venha agora

Querendo marcar pra depois

Porque de hoje em diante não dá pra nós dois

Não me venha agora

Querendo marcar pra depois

Porque de hoje em diante não dá pra nós dois

Minha vida tem sido sofrer por amor, eu não quero mais isso

Lhe dei a liberdade, saí do suplício

O melhor a fazer, procurar outro alguém

A fumaça cobriu, o vento bateu e a cinza espalhou

É melhor que procure um príncipe encantado

Que lhe dê nova vida com muito amor

Minha vida tem sido sofrer por amor, eu não quero mais isso

Lhe dei a liberdade, saí do suplício

O melhor a fazer, procurar outro alguém

A fumaça cobriu, o vento bateu e a cinza espalhou

É melhor que procure um príncipe encantado

Que lhe dê nova vida com muito amor


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sábado, 11 de outubro de 2025

ME CHAMARAM DE DOUTOR - AROLDO SANTOS

ME CHAMARAM DE DOUTOR - AROLDO SANTOS

De: Aroldo dos Santos (Aroldo Santos) / Murilo Rodrigues Mello (Murilo)

1975


Me chamaram de doutor

Porque eu pego na vassoura

Com ela ganho do leite

E defendo o da crioula

Mas eu me sinto feliz

Ela é o meu tesouro

E também já considero a vassoura, caneta de ouro

Mas quando eu pego nela

E começo a trabalhar

Mas quando eu pego nela

E começo a trabalhar

No som do barulho dela logo começa a limpar

Mas ela faz

Chuá chuá

Logo começa, eu disse que ela faz

Chuá chuá

Logo começa a limpar

Mas ela faz

Chuá chuá

Ih! logo começa, meu bem, mas ela faz

Chuá chuá

Logo começa a limpar

Me chamaram de doutor

Porque eu pego na vassoura

Com ela ganho do leite

E defendo o da crioula

Mas eu me sinto feliz

Ela é o meu tesouro

E também já considero a vassoura, caneta de ouro

Mas quando eu pego nela

E começo a trabalhar

Mas quando eu pego nela

E começo a trabalhar

No som do barulho dela logo começa a limpar

Mas ela faz

Chuá chuá

Logo começa, eu disse que ela faz

Chuá chuá

Logo começa a limpar

Mas ela faz

Chuá chuá

Ih! logo começa, meu bem, mas ela faz

Chuá chuá

Logo começa a limpar

Mas ela faz

Chuá chuá

Logo começa a limpar

Mas ela faz

Chuá chuá

Logo começa a limpar

Mas ela faz

Chuá chuá

Logo começa a limpar


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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

HIPOCRISIA - SAMBA LÁ DE CASA

HIPOCRISIA - SAMBA LÁ DE CASA

De: Décio Antônio Carlos (Mano Décio da Viola)


Acreditei nas lágrimas que ela derramava

Em prantos ela me pedia

Não me deixe amor

Como o tempo passa tão depressa

Ela esqueceu a promessa

Começou a praticar os seus desejos

Eu, como um louco fiquei

Esqueci a profecia

Do beijo com o Senhor

Não fui Judas nem fui infiel

Não, não, não, não

Como acreditei no amor

Não fui Judas nem fui infiel

Não, não, não, não

Como acreditei no amor

Apenas suas lágrimas perante a sacristia

Envolvidas de paixão

Eram pura hipocrisia

Como o tempo passa tão depressa infiel amor

Seu pranto não me causa dor

Como o tempo passa tão depressa infiel amor

Seu pranto não me causa dor

Acreditei

Acreditei nas lágrimas que ela derramava

Em prantos ela me pedia

Não me deixe amor

Como o tempo passa tão depressa

Ela esqueceu a promessa

Começou a praticar os seus desejos

Eu, como um louco fiquei

Esqueci a profecia

Do beijo com o Senhor

Não fui Judas nem fui infiel

Não, não, não, não

Como acreditei no amor

Não fui Judas nem fui infiel

Não, não, não, não

Como acreditei no amor

Apenas suas lágrimas perante a sacristia

Envolvidas de paixão

Eram pura hipocrisia

Como o tempo passa tão depressa infiel amor

Seu pranto não me causa dor

Como o tempo passa tão depressa infiel amor

Seu pranto não me causa dor


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DESCANSAR – MANO DÉCIO DA VIOLA

DESCANSAR – MANO DÉCIO DA VIOLA

De: Décio Antônio Carlos (Mano Décio da Viola)

1975


Não me perturbe mulher!

O que você quer

É me perturbar

Pela hora em que saio

E torno a voltar

Já vem você

Querendo me perturbar

Não

Não me perturbe mulher!

O que eu quero é descansar

Não me perturbe mulher!

O que eu quero é descansar

Quando eu chego em casa

Penso que vou descansar

Começa a mulher

Querendo me perturbar

Eu já resolvi não vir mais cedo pra casa

Porque a infeliz mulher

Até parece uma brasa

Eu só quero é descansar

Eu só quero é descansar

Não me perturbe mulher!

O que você quer

É me perturbar

Pela hora em que saio

E torno a voltar

Já vem você

Querendo me perturbar

Não

Não me perturba mulher!

O que eu quero é descansar

Não me perturbe mulher!

O que eu quero é descansar

Quando eu chego em casa

Penso que vou descansar

Começa a mulher

Querendo me perturbar

Eu já resolvi não vir mais cedo pra casa

Porque a infeliz mulher

Até parece uma brasa

Eu só quero é descansar

Eu só quero é descansar

Eu só quero é descansar

Eu só quero é descansar

Eu só quero é descansar

Eu só quero é descansar


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MAIS UM NA CASA DE BAMBA - JORGINHO DO IMPÉRIO

MAIS UM NA CASA DE BAMBA - JORGINHO DO IMPÉRIO

De: Jorge Antônio Carlos (Jorginho) / Manoel Ferreira de Carvalho (Mané do Cavaco)

1974


Lembro de você e faço um samba

Hoje eu sou mais um na casa de bamba

Deixa eu tocar meu tamborim

Faço meu samba

Com Manoel no Cavaquinho

E é por isso que eu

Me sinto muito bem

Canto meu samba

Para o meu amor também

E é por isso que eu

Me sinto muito bem

Canto meu samba para o meu amor também

Canto pra você esqueço da vida

Este samba é pra você

Minha querida

Jamais esquecerás de mim

Mas por favor deixa eu tocar meu tamborim

Canto pra você esqueço da vida

Este samba é pra você

Minha querida

Jamais esquecerás de mim

Mas por favor deixa eu tocar meu tamborim

Eu lembro

Lembro de você e faço um samba

Hoje eu sou mais um na casa de bamba

Deixa eu tocar meu tamborim

Faço meu samba

Com Manoel no Cavaquinho

E é por isso que eu

Me sinto muito bem

Canto meu samba

Para o meu amor também

E é por isso que eu

Me sinto muito bem

Canto meu samba para o meu amor também

E é por isso que eu

Me sinto muito bem

Canto meu samba

Para o meu amor também


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terça-feira, 23 de setembro de 2025

AO REDOR - CLAUDETTE SOARES

AO REDOR - CLAUDETTE SOARES

(Antônio Adolfo / Tibério Gaspar)


Tal e qual

Dois sós

Que buscam em si se encontrar mais

Vamos nós, vem,

Tão repletos de amor,

Sem data e lugar

E ao redor

De nós

O mundo e a multidão vão

Bem mais tão sós

Do que nós eles são

Multisolidão

Leia os jornais

Ligue a TV

Linhas gerais, se vê:

Gente que anda nos ponteiros do seu cativeiro

Gente tão somente gens só

Mas em nós

O amor

Teceu a nossa manhã, vem,

Vamos sós mas,

Tão repletos de amor

Com data e lugar

E ao redor

De nós

O tempo se eternizou, vê,

Vamos nós, vem,

Não seremos tão sós

Eu tenho você

Leia os jornais

Ligue a TV

Linhas gerais, se vê:

Gente que anda nos ponteiros do seu cativeiro

Gente tão somente gens só


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domingo, 21 de setembro de 2025

MESTRE ANTONIO - DÓRIS MONTEIRO

MESTRE ANTONIO - DÓRIS MONTEIRO

De: Elisabeth Sanches (Elizabeth)

1974


Mestre Antônio me dizia

Não se amole sinhazinha

Se o teu bem te abandonar

Outro vem pra compensar

Pois o amor é como o dia

Como noite de luar

Quando o dia acaba um outro

Vem tomar o seu lugar

Quando o dia acaba um outro

Vem tomar o seu lugar

Mestre Antônio estava certo

E eu respeito o que falou

Na escola em que estudou

Muita gente diplomada nem entrou

E disse mais

Que pra viver

A gente tem que aprender a sofrer

Porque se a vida fosse assim tão boa

Ninguém ia mais nascer à toa

Porque se a vida fosse assim tão boa

Ninguém ia mais nascer à toa

Mestre Antônio me dizia

Não se amole sinhazinha

Se o teu bem te abandonar

Outro vem pra compensar

Pois o amor é como o dia

Como noite de luar

Quando o dia acaba um outro

Vem tomar o seu lugar

Quando o dia acaba um outro

Vem tomar o seu lugar

Mestre Antônio estava certo

E eu respeito o que falou

Na escola em que estudou

Muita gente diplomada nem entrou

E disse mais

Que pra viver

A gente tem que aprender a sofrer

Porque se a vida fosse assim tão boa

Ninguém ia mais nascer à toa

Porque se a vida fosse assim tão boa

Ninguém ia mais nascer à toa

Porque se a vida fosse assim tão boa

Ninguém ia mais nascer à toa

Porque se a vida fosse assim tão boa

Ninguém ia mais nascer à toa

Porque se a vida fosse assim tão boa

Ninguém ia mais nascer à toa


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A NEGA E O REBOLADO - DÓRIS MONTEIRO

A NEGA E O REBOLADO - DÓRIS MONTEIRO

(Elizabeth Sanches)

1974


A nega passa

O nego olha

Bendiz a raça

A boca molha

Os olhos seguem

O molho que ela tem

A nega nota

E faz gingado

O nego fica

Mais ouriçado

E diz que hão de ser seus

A nega e o rebolado

A nega passa

O nego olha

Bendiz a raça

A boca molha

Os olhos seguem

O molho que ela tem

A nega nota

E faz gingado

O nego fica

Mais ouriçado

E diz que hão de ser seus

A nega e o rebolado

A nega e o rebolado

A nega e o rebolado

A nega e o rebolado

A nega e o rebolado

A nega e o rebolado

A nega e o rebolado


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quarta-feira, 17 de setembro de 2025

SOU GENTE HOMEM - OLÉ DO PARTIDO ALTO

SOU GENTE HOMEM - OLÉ DO PARTIDO ALTO

(Aluísio Machado)


Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Sou pequeno, mas não metade

Quem é grande não é dois

Se tiver que ser agora

Eu não deixo pra depois

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Abre a roda, vou mostrar

Dou aula de capoeira

Também toco berimbau

Eu não corro de rasteira

Mato a cobra e mostro o pau

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Olha, eu sou gente homem

Foi assim que eu nasci

Se não sabe mastigar

Inteiro tem que engolir

Quem achar que estou errado

O negócio é conferir

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Gente, eu não sou da Bahia

Nem carrego patuá

Mas meu santo é muito forte

Quem deseja minha morte

Vai me ver é triunfar

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou

Não vim aqui

Pra brigar, eu não sinhô

Mas se estavas procurando

Podes crer já encontrou


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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

MEU NOVO SAPATO - PAULINHO DA VIOLA

MEU NOVO SAPATO - PAULINHO DA VIOLA

(Paulinho da Viola)


Um barato

Meu novo sapato

De salto de aço

Inoxidável

Que sapateia

Que vira latas

Que desacata

Dentro do compasso

É meu sapato

Que rompe as teias

Que se formaram

Sobre as saídas

Sobre as escadas

E as entradas

Sobre as calçadas

Que levam à vida

É meu sapato

Que espanta os ratos

Desperta rotos

De coração

Desgosta certos

Pontos de vista

E desconcerta

É um verdadeiro artista

Não tem orgulho, nem tão pouco tampouco amargura

Está voltado

Para o futuro

Um barato

Meu novo sapato

De salto de aço

Inoxidável

Que sapateia

Que vira latas

Que desacata

Dentro do compasso

É meu sapato

Que rompe as teias

Que se formaram

Sobre as saídas

Sobre as escadas

E as entradas

Sobre as calçadas

Que levam à vida

É meu sapato

Que espanta os ratos

Desperta rotos

De coração

Desgosta certos

Pontos de vista

E desconcerta

É um verdadeiro artista

Não tem orgulho, nem tão pouco tampouco amargura

Está voltado

Para o futuro


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PRA NÃO PADECER - DÓRIS MONTEIRO

PRA NÃO PADECER - DÓRIS MONTEIRO

De: José Carlos de Souza (Dafé) / Wandemberg Dantas de Souza (Wandemberg)


Pensaste em me abandonar

Eu sei

E a vida vai continuar

Assim

Não quero deixar novamente o meu coração doer

Pra não padecer

Não quero deixar novamente o meu coração doer

Pra não padecer

Você reclamava

Que roda de samba

Não tinha futuro, não lhe dava amor

Andava dizendo que meu violão

Era minha desculpa, minha solução

Mas pouco me importa se você não volta

Prefiro meu samba que nunca faltou

A vida é sempre mais vida

Pra quem sabe o que é viver

Pode ir

Faço da mágoa a razão de um novo samba

Te perdoando amor

Se canto um samba

Outro amor eu vou cantando

Pensaste em me abandonar

Eu sei

E a vida vai continuar

Assim

Não quero deixar novamente o meu coração doer

Pra não padecer

Não quero deixar novamente o meu coração doer

Pra não padecer

Você reclamava

Que roda de samba

Não tinha futuro, não lhe dava amor

Andava dizendo que meu violão

Era minha desculpa, minha solução

Mas pouco me importa se você não volta

Prefiro meu samba que nunca faltou

A vida é sempre mais vida

Pra quem sabe o que é viver

Pode ir

Faço da mágoa a razão de um novo samba

Te perdoando amor

Se canto um samba

Outro amor eu vou cantando

Pode ir

Faço da mágoa a razão de um novo samba

Te perdoando amor

Se canto um samba

Outro amor eu vou cantando


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O VELÓRIO DO HEITOR - PAULINHO DA VIOLA

O VELÓRIO DO HEITOR - PAULINHO DA VIOLA

(Paulinho da Viola)


Havia um certo respeito

No velório do Heitor

Todo mundo concordava

Que apesar de catimbeiro

Era bom trabalhador

Houve choro e ladainha

Na sala e no corredor

E por ser considerado

Seu desaparecimento

Muita tristeza causou

Havia um certo respeito

No velório do Heitor

Todo mundo concordava

Que apesar de catimbeiro

Era bom trabalhador

Houve choro e ladainha

Na sala e no corredor

E por ser considerado

Seu desaparecimento

Muita tristeza causou

Quem mais sentiu foi Nair

Que só falava das virtudes do Heitor

E pelos cantos da memória rebuscava

Todo tempo que ao seu lado caminhou

Os amigos mais chegados afirmavam

Que não houvera outro cara tão legal

E muita gente concordou em ajudar

Uma família que ficara

Num desamparo total

Pode-se dizer que aquele velório

Transcorreu na maior tranquilidade

Até o momento em que surgiu aquela dama de preto

Trazendo flores e chorando de saudade

Como ninguém conhecia a personagem

Nair foi tomar satisfação

Aí chamaram até o Osório, que é delegado

Porque o velório virou a maior confusão

Porque simplesmente o velório

Virou a maior confusão

Porque simplesmente o velório

Virou a maior confusão

Meu irmão, vou te contar

Brigou todo mundo

Só faltavam bater no defunto


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