Resumo dos samba-rock

quinta-feira, 17 de abril de 2014

SUBLIME PERGAMINHO (UNIDOS DE LUCAS 1968) - MARTINHO DA VILA

SUBLIME PERGAMINHO (UNIDOS DE LUCAS 1968) - MARTINHO DA VILA
1997 - Martinho da Vila - Sambas enredo de todos os tempos
(Carlinhos Madrugada / Nilton Russo / Zeca Melodia)

Uma voz na varanda do paço ecoou
Meu Deus, meu Deus
Tá extinta a escravidão
Mas uma voz uma voz na varanda do paço ecoou
Meu Deus, meu Deus
Tá extinta a escravidão
Mas quando
Quando
O navio negreiro
Transportava negros africanos
Para o rincão brasileiro
Iludidos
Com quinquilharias
Os negros não sabiam
Que era apenas sedução
Pra serem armazenados e vendidos como escravos
Na mais cruel traição
Formavam irmandades
Em grande união
Daí nasceram festejos que alimentavam o desejo
De libertação
Era grande o suplício
Pagavam com sacrifício
A insubordinação
E de repente
Uma lei surgiu
Uma lei surgiu!
E os filhos dos escravos
Não seriam mais escravos
No Brasil
E de repente
Uma lei surgiu
Uma lei surgiu!
E os filhos dos escravos
Não seriam mais escravos
No Brasil
Mais tarde raiou a liberdade
Pra aqueles que completassem
Sessenta anos de idade
Ó sublime pergaminho
Libertação geral
A princesa chorou ao receber
A rosa de ouro papal
Uma chuva de flores cobriu o salão
E o negro jornalista
De joelhos beijou a sua mão
Uma voz na varanda do paço ecoou
Meu Deus, meu Deus
Tá extinta a escravidão
Mas uma voz
Uma voz na varanda do paço ecoou
Meu Deus, meu Deus
Tá extinta a escravidão


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QUATRO SÉCULOS DE MODAS E COSTUMES (VILA ISABEL 1968) – MARTINHO DA VILA

QUATRO SÉCULOS DE MODAS E COSTUMES (VILA ISABEL 1968) – MARTINHO DA VILA
1997 - Martinho da Vila - Sambas enredo de todos os tempos

Lá vem o negro!
É a Vila que desce!
A Vila desce colorida
Para mostrar no carnaval
Quatro séculos de modas e costumes
O moderno e o tradicional
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação
Ditando moda
Fixando os costumes
Os rituais
E a tradição
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação
Ditando moda
Fixando os costumes
Os rituais
E a tradição
E surgem tipos brasileiros
Saveiros e bateador
O carioca e o gaúcho
Jangadeiro e cantador
Lá vem o negro
Vejam as mucamas
Também vem com o branco
Elegantes damas
Lá vem o negro
Lá vem o negro
Vejam as mucamas
Também vem com o branco
Elegantes damas
Desfilam modas no Rio
Costumes do norte e a dança do sul
Capoeira, desafios
Frevos e maracatu
Laiaraiá, ô
Laiaraiá
Festa da menina-moça
Na tribo dos Carajás
Candomblés lá da Bahia
Onde baixam os orixás
Laiaraiá, ô
Laiaraiá
Festa da menina-moça
Na tribo dos Carajás
Candomblés lá da Bahia
Onde baixam os orixás
É a Vila que desce
A Vila desce colorida
Para mostrar no carnaval
Quatro séculos de modas e costumes
O moderno e o tradicional
Beleza!
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação
Ditando moda
Fixando os costumes
Os rituais
E a tradição
Negros, brancos, índios
Eis a miscigenação


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OS CINCO BAILES DA HISTÓRIA DO RIO (IMPÉRIO SERRANO 1965) – MARTINHO DA VILA

OS CINCO BAILES DA HISTÓRIA DO RIO (IMPÉRIO SERRANO 1965) – MARTINHO DA VILA
1997 - Martinho da Vila - Sambas enredo de todos os tempos
(Bacalhau / Dona Ivone Lara / Silas de Oliveira)

Larará!
Lalará, lalará!
Lará!
Carnaval
Larará!
Lalará, lalará!
Lará!
Carnaval
Doce ilusão
Dê-me um pouco de magia
De perfume e fantasia
E também
De sedução
Quero sentir
Nas asas do infinito
Minha imaginação
Eu
E meu amigo Orfeu
Sedentos
De orgia e desvario
Contaremos em sonho
Cinco bailes
Na história do Rio
Quando a cidade completava
Vinte anos de existência
Nosso povo dançou
Em seguida era promovida a capital
A corte festejou
Iluminado
Estava o salão
Na noite da coroação
Ali
No esplendor da alegria
A burguesia
Fez sua aclamação
Vibrando de emoção
Que luxo
A riqueza
Imperou
Com imponência
A beleza fez
Presença
Condecorando a independência
Ao erguer a minha taça
Com euforia
Brindei aquela linda valsa
Já no amanhecer do dia
A suntuosidade me acenava
E alegremente sorria
Algo acontecia
Era o fim da monarquia
Algo acontecia
Era o fim da monarquia
Larará!
Lalará, lalará!
Lará!
Larará!
Lalará, lalará!
Lará!

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O GRANDE PRESIDENTE (MANGUEIRA 1956) – MARTINHO DA VILA

O GRANDE PRESIDENTE (MANGUEIRA 1956) – MARTINHO DA VILA
1997 - Martinho da Vila - Sambas enredo de todos os tempos
(Padeirinho)

Salve
O estadista
Idealista e realizador
Getúlio Vargas
O grande presidente de valor
Ô, ô!
No ano de mil oitocentos e oitenta e três
No dia
Dezenove de Abril
Nascia
Getúlio Dorneles Vargas
Que mais tarde seria o governo do nosso Brasil
Ele
Foi eleito deputado
Para defender as causas do nosso país
E na revolução de trinta ele aqui chegava
Como substituto de Washington Luís
E do ano de mil novecentos e trinta pra cá
Foi ele o presidente mais popular
Sempre
Em contacto com o povo
Construiu um Brasil novo
Trabalhando sem cessar
Como prova em Volta Redonda, cidade do aço
Existe a grande
Siderúrgica nacional
Tendo o seu nome elevado em grande espaço
Na sua evolução industrial
Candeias
A cidade petroleira
Trabalha para o progresso fabril
Orgulho
Da indústria brasileira
Na história
Do petróleo no Brasil
Ô, ô!
Salve
O estadista
Idealista e realizador
Getúlio Vargas
O grande presidente de valor
Ô, ô!
Salve
O estadista
Idealista e realizador
Getúlio Vargas
O grande presidente de valor

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MACHADO DE ASSIS (APRENDIZES DA BOCA DO MATO 1959) – MARTINHO DA VILA

MACHADO DE ASSIS (APRENDIZES DA BOCA DO MATO 1959) – MARTINHO DA VILA
1997 - Martinho da Vila - Sambas enredo de todos os tempos

Um grande escritor do meu país
E está sendo
Homenageado
Joaquim Maria
Machado de Assis
Romancista
Consagrado
Nascido em 1.839
No Morro do Livramento
A sua lembrança nos comove
Seu nome jamais cairá no esquecimento
Lará!
Lará, lará!
Lará, lará, lará, lará!
Lará!
Lará, lará!
Lará, lará, lará, lará!
Faz tantos anos faleceu
O filho de uma humilde lavadeira
Que no cenário das letras escreveu
O nome da literatura brasileira
Já faz tantos anos faleceu
O filho de uma humilde lavadeira
Que no cenário das letras escreveu
O nome da literatura brasileira
De Dom Casmurro foi autor
Da Academia de Letras
Foi sócio fundador
Depois ocupou a presidência
Tendo demonstrado
Grande competência
Ele foi
O literato-mor
Suas obras lhe deram
Reputação
Quincas Bordas, Esaú e Jacó
A Mão e a Luva
A
Ressureição
Ele tinha
Inspiração absoluta
Escrevia
Com singeleza e graça
Foi sempre uma figura impoluta
De
Caráter sem jaça
Foi sempre uma figura impoluta
De
Caráter sem jaça
Um grande
Um grande escritor do meu país
E está sendo
Homenageado
Joaquim Maria
Machado de Assis
Romancista consagrado
Nascido em 1.839
Lá no morro do Livramento
A sua lembrança nos comove
Seu nome jamais cairá no esquecimento
Lará!
Lará, lará!
Lará, lará, lará, lará!
Lará!
Lará, lará!
Lará, lará, lará, lará!
Já faz tantos anos faleceu
O filho de uma humilde lavadeira
Que no cenário das letras escreveu
O nome da literatura brasileira


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LEGADOS DE D. JOÃO VI (PORTELA 1957) – MARTINHO DA VILA

LEGADOS DE D. JOÃO VI (PORTELA 1957) – MARTINHO DA VILA
1997 - Martinho da Vila - Sambas enredo de todos os tempos
(Candeia / Picolino / Waldir)

Quando
Veio para a nação
Que mais tarde
O consagraria
D. João VI
O nobre magistrado ao passar pelo estado da Bahia
Instituiu
Novo texto abrindo os portos do Brasil para o mercado
Universal
Logo após seguiu o seu roteiro
Com destino
Ao Rio de Janeiro
Quando aqui chegou desembarcou
Com toda a Família Real
Incomensurável séquito
Vulto de notável mérito
O eminente príncipe regente
Um ano depois Sua Alteza
D. João ordenou
A invasão da Guiana Francesa
E depois
Criou com sabedoria
Academia de Marinha
Museu Nacional
Escola
De Belas Artes
Também o Primeiro Jornal
Mais tarde o povo aclamou
Esta figura
De grande marca
Unidos em coros mil
Viva o grande monarca
Regente dos destinos do Brasil
Unidos em coros mil
Viva o grande monarca
Regente dos destinos do Brasil
Mas quando
Quando
Veio para a nação
Que mais tarde
O consagraria
D. João VI
O nobre magistrado ao passar pelo estado da Bahia
Instituiu
Novo texto abrindo os portos do Brasil para o mercado
Universal
Logo após seguiu o seu roteiro
Com destino
Ao Rio de Janeiro

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IAIÁ DO CAIS DOURADO (VILA ISABEL 1969) - MARTINHO DA VILA

IAIÁ DO CAIS DOURADO (VILA ISABEL 1969) - MARTINHO DA VILA
1997 - Martinho da Vila - Sambas enredo de todos os tempos
(Martinho da Vila e Rodolpho de Souza)

No cais dourado
Da velha Bahia
Onde estava o Capoeira
A Iaiá também se via
Juntos na feira
Ou na romaria
No banho de cachoeira
E também na pescaria
Dançavam juntos em todo fandango e festinha
Vai
Dançavam juntos em todo fandango e festinha
E no reisado contramestre e pastorinha
Cantavam, laiá, lá, laiá, laiá
Nas festas do alto do Cantuá
Cantavam, laiá, lá, laiá, laiá
Nas festas do alto do Cantuá
Mas loucamente
A Iaiá do cais dourado
Trocou seu amor ardente
Por um moço requintado
E foi-se embora
Passear em barco à vela
Desfilava em carruagem já não era mais aquela
E o Capoeira
Que era valente chorou
E o Capoeira que era valente chorou
Até que um dia a mulata
Lá no cais apareceu
E ao ver o seu Capoeira
Pra ele logo correu
Pediu guarida, mas o Capoeira não deu
Pediu guarida, mas o Capoeira não deu
Desesperada caiu no mundo a vagar
E o Capoeira
Ficou com o seu povo a cantar
Lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!
Laiá, lá, laiá, lá, laiá, laiá!


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